Archive

Num março de 2006…

Escritos num passado não tão distante de março de 2006:

WEDNESDAY, 29 MARCH 2006
Caiu mais um incompetente
Embora todos os elogios de todos mercados – que têm sobradas razões para elogiá-lo, tamanho foi o lucro que ele proporcionou a bancos e investidores -, eu o qualifico como incompetente. Não me interessa a avalição do “mercado”, estou pouco me lixando para esse ente, que, no mais das vezes, representa a elite que oprime toda a nação.

Este, assim como os outros que o sucederam, não conseguiu impulsionar o país, não gerou empregos, não retirou, não resgatou ninguém da miséria, ao contrário, só jogou muita gente da classe média na miséria. É o tipo de gente que não melhora a vida de ninguém e só piora a vida de muitos. Administrou para a elite, endividou o país, pagou juros escorchantes aos bancos e a essa meia dúzia que domina todo o país. Quer saber? Já vai tarde sr. palocci!
posted by: domrs at 13:33 | link | comments |

SATURDAY, 18 MARCH 2006
Saudades…
Saudades daquelas nossas noitadas de longos papos, de olhares profundos, dos beijos suaves, de pernas entreveradas, de mãos aqui e lá, dos vinhos tintos, encorpados… Saudades da tua cuca boa, do teu sorriso branco, franco e lindo, do teu corpo de menina. Saudade da nossa pretensão de curar o mundo, de abraçar a todos, de sermos amigos da humanidade, de plantar mil árvores, de escrever mil contos. Saudades, tantas saudades…
posted by: domrs at 23:20 | link | comments |

SUNDAY, 12 MARCH 2006
Escrever para dar um gás
Já com um melhor ânimo, escrevo para dizer que já recarreguei meu gás, estou a mil novamente. Acho que este período “down” faz parte da nossa vida, são dias em que a gente dá uma caida, mas sabe que é preciso “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”, como diz a esperta letra da música.

Nem gostaria e nem vou entrar no mérito da fossa passada; só vou dizer que o que muda é o meu ânimo, os problemas do nosso país continuam os mesmos, de vento em popa. Fazer o quê? Talvez valha aquela outra sabedoria de aceitar o que não pode ser mudado.
posted by: domrs at 23:20 | link | comments |

A diversidade do pensamento único

O tal de Fórum Social Mundial – aquele que leva do nada ao lugar nenhum – voltou a empestear o Rio Grande do Sul. Reconhecidos como defensores da democracia do pensamento único, irônicamente seus organizadores o definem como múltiplo e plural – existe plural de um só, caras pálidas?

Durante as suas várias edições o fórum só discutiu os velhos e ultrapassados chavões comunistas de sempre. Pior! Usando descaradamente verbas do estado, dinheiro dos impostos de muitos, de uma grande maioria que não concordamos de forma nenhuma com isso – no melhor estilo dos comunistas sanguessugas que nada produzem  e usam a “sociedade de consumo” para combate-la.

Adoram falar em liberdade, mas se apressam a prestigiar ditadores nos quatro cantos do mundo e se calam – convenientemente – quando ficam sabendo dos excessos cometidos por eles. Falam em não beligerância e apóiam o ditador do Irã, aquele imbecil que ameaça varrer Israel do mapa tão logo possua um bomba atômica. Falam em diversidade e não aceitam pontos de vista divergentes dos seus. Por onde passam só deixam lixo e nada mais. Ninguém sabe para que existem, não possuem objetivos realizáveis, não produzem nada prático, não mudam mundo em parte alguma, são, enfim, um bando de inúteis oportunistas.

O estado ficaria muito melhor sem as suas desimportantes presenças, frutos que são de uma época triste na história do Rio Grande, quando os petralhas governaram nosso Estado. Gente (?)  que por aqui só semeou divisões, discórdia, conflitos e empesteou a mente das nossas crianças na educação do estado. Foram, e foram tarde! Espero que para o nosso bem eles nunca mais consigam galgar cargos no governo do Estado. Ter de conviver com gente dessa estirpe estraga o estômago de qualquer um.

A grande maioria dos nossos moradores ainda lembra – sem saudade – do tempo em que só causaram males ao estado.  Para esse fórum chinfrim eu digo: -Vão embora e nunca mais voltem!

Causas e Consequências

Volta e meia estamos diante do dilema: o que veio primeiro? Um exame sobre causas e consequências. O que veio primeiro: o ovo ou a galinha? Esse é certamente o mais tradicional e popular enigma. Mas é possível levantar milhares de outros: o corrupto gera o corruptor ou são os corruptores que geram os corruptos? Temos maus políticos porque não sabemos votar ou são os maus políticos que não educam o povo para votar? E não preciso continuar, certamente há milhares de dúvidas sobre causas e consequências.

Não vou fazer um estudo sobre o assunto, pretendo me ater a um aspecto: a nossa mídia é ruim porque o nosso povo é pouco alfabetizado ou o povo é pouco alfabetizado porque a mídia não ajuda a educar o povo? Todos sabem – muito embora ninguém entenda com muita certeza – que os nossos meios de comunicação (jornais, revistas, rádios, televisões, etc) são concessões do serviço público. É mais ou menos isso: a comunicação é um serviço público que é delegado a particulares mediante certas condições. Um tipo de parceria público-privada.

Eu digo que os meios de comunicação não são nem um pouco públicos, não visam o bem comum, mas tendem a visar única e exclusivamente o lucro. É tolice imaginar uma independência editorial de alguém que depende do mercado para sobreviver. Por mais que o álcool possa ser um fator de conflitos entre as pessoas, causa de graves acidentes de trânsito, fator desagregador das famílias, corruptor de menores, nenhum meio de comunicação abre mão do bom dinheiro que rendem os comerciais. Mas com a “grave ameaça”: BEBA com moderação, ou de qualquer jeito, mas BEBA.

Há que se destacar também a péssima qualidade dos nossos meios de comunicação, dos programas oferecidos ao povo. É para atender a demanda, o gosto popular. Ou seja, como a população não tem educação suficiente para distinguir o bom da porcaria, vamos administrar porcaria mesmo que é o que o povo gosta. Depois é muito mais fácil vender para quem não tem educação, ou é tão mais fácil de enganar quanto mais tosco for o espírito do alvo. Nessa mesma linha situa-se o dilema dos maus políticos: povo deseducado vota mal, escolhe mal. Educar o povo significa eliminar os maus políticos. Qual mau político vai querer educar o povo?

E esse dilema é tão mais grave quanto menos educado o povo for. Querer que um sistema democrático baseado no voto de cada um funcione com uma maioria estúpida e deseducada é quimera. Dizem que a democracia é o menos pior dos sistemas políticos. Concordo. E isso só é admitido porque sempre há a esperança de que o povo aprenda com o passar do tempo. No caso brasileiro já se vão mais de quinhentos anos e continuamos na mesma. Mas, amanhã, quem sabe?

De uma forma ou outra é triste constatar que a imprensa faz o jogo dos poderosos, dos interesseiros, dos aproveitadores, dos demagogos. Quando não é por interesse financeiro é pela péssima formação dos nossos jornalistas, classe que, aliás, luta por uma regulamentação que só tenderia a piorar as coisas, na medida em que criaria uma reserva de mercado para uma maioria de profissionais totalmente despreparados.

O que se pode dizer?

Sempre reclamo das pessoas que agem sem pensar. Pode parecer implicância minha, mas o que nos faz diferentes dos demais animais senão a nossa capacidade de pensar? Usar dessa capacidade é, pois, tão vital como respirar. Claro, sempre há a possibilidade de agirmos como seres irracionais, como animais, mas não me parece uma solução, ao menos , uma solução inteligente.

Existe também uma teoria evolutiva que fala em uso e desuso. Perdemos nosso rabo pela falta de utilidade, já que podemos espantar os insetos com o uso das mãos e costumamos nos limpar depois de defecar. Para o cérebro vale a mesma regra: quanto menos ele for usado, menos se desenvolverá, perdendo aos poucos a sua utilidade.

Como posso interpretar um banner na internete que tem a seguinte mensagem: “1 mensagem nova. O teu endereço de ip foi selecionado com um vencedor potencial. Clique aqui”? Alguns dirão que ninguém vai clicar numa estrovenga dessas. Discordo usando a mesma teoria, do uso e desuso, digo que se alguém anuncia usando uma estupidez dessas é porque existe gente estúpida suficiente para clicar na imbecilidade.

O mesmo pode se dizer dessa avalanche de comerciais que invade todos os meios de comunicação. Como alguém racional pode, digamos, gostar de algo tão estúpido como um “gingle”? Ou comprar produtos anunciados que valem menos do que um décimo do preço ofertado? Ou optar por um determinado produto porque uma dessas também discutíveis celebridades assim o recomendou?

Depois não fica difícil de prever como é que nos saímos quando qualquer decisão depende de um pequeno esforço no uso da massa cinzenta. Porque votamos tão mal? Porque somos enganados a toda hora pelos políticos? Porque elegemos e reelegemos reconhecidos pilantras e canalhas? Porque um desses idiotas simplesmente se defende com um “eu não sabia” e todo mundo acredita?

O que se pode dizer?

Mais um verão…

Porto Alegre se humaniza nos verões. Com a chegada do calor um grande número de moradores abandona a cidade para fugir da canícula e, creiam-me, os verões de Porto Alegre fazem lembrar aquela imagem de um forasteiro que se arrasta sem esperanças pelo deserto. Nosso calor é de gente grande e as temperaturas absolutas dizem pouco: é preciso passar por aqui no verão para entender melhor.

Sempre digo que uma cidade só é administrável até os quinhentos mil habitantes, depois disso tudo vira um salve-se-quem-puder. Não há serviços nem infraestrutura que suporte o número de habitantes das grandes cidades. E não é uma questão da qualidade da administração, mas da impossibilidade de convivência num espaço exíguo.

Para organizar as grandes cidade é preciso acabar com a qualidade de vida dos seus moradores em nome da qualidade de vida dos moradores. Parace um contrasenso, mas é algo real. Vejam, por exemplo, o rodízios de veículos em São Paulo. Quem entra no dia em que não pode usar o seu veículo perde qualidade de vida, mas é um preço a pagar para que se possa andar pela cidade.

Por isso é que Porto Alegre melhora nos verões: há menos gente dirigindo nas ruas, ocupando as calçadas, estacionando nas vagas. Há lugares nos cinemas, nos restaurantes, há um melhor tratamento de todos para todos. Recupera-se um pouco da dignidade e da civilidade.

O calor? Esse é o preço a pagar…

Desinteligências…

Sempre cobrei do meu povo um certo exercício diário dessa capacidade que nos torna afinal, diferente dos demais animais: a racionalidade, a capacidade de pensar. Pode parecer que estou chovendo no molhado. Ledo engano! Qualquer ser pensante se surprende com o número reduzidos de pares – ou seja – de outros seres pensantes.

Para a grande maioria vale o efeito manada: fazem tudo o que se espera de um rebanho, a mera repetição sistemática de atos e gestos que são executados e seguidos sem a menor reflexão. Usam as roupas que a maioria usa, as palavras e expressões, as gírias, tomam as mesmas atitudes, estão, por assim dizer, na moda.

Eu costumo dizer que sou um cara fora da moda. E não só no senso estético da expressão, mas no sentido de que não me agrada fazer ou deixar de fazer nada só para acompanhar um hábito generalizado. Há pouco um menino que conheço disse que eu escrevo empregando um português arcaico, porque segundo seu modo de ver as coisas eu escrevo diferente da maioria.

É verdade! Não fui contaminado pelo internetês, nem pelo simplismo da construção de algumas frases freitas usadas pela maioria. Costumo me expressar usando mais do que os quinhentos vocábulos usados pelos membros dessa nova geração – número que excede um pouco a possibilidade de compreensão de um símio ou cão.

Quer dizer, ainda estamos um pouco acima da escala dos irracionais. Mas não se desesperem, rapidinho chegaremos lá…

Vinho e homens

Preliminarmente já declaro a minha suspeição ao falar no assunto – me enquadro no segundo grupo: o dos homens maduros (no meu caso acho que mais para a condição de podre). Mas dizem que os vinhos são tanto melhores quanto mais velhos forem. Não sei, só repito o que dizem, pois não entendo nada dessa esnobe arte da enologia. Os entendidos dirão que depende da casta da uva, da safra, do processo de fabricação, do envase, da conservação, enfim de um série de fatores que desconheço.

Entendo menos ainda da segunda parte da equação: de homens maduros. Apesar de ser membro do grupo – e portanto suspeito – não tenho critérios objetivos para confirmar essa tese. Sempre achei que quem gosta de velhice é o reumatismo e toda uma vastidão de problemas das articulações – entre outros, entre tantos outros. Os defensores da tese dizem que isso é uma coisa que já havia sido descoberto pelas mulheres, que os homens com uma certa idade são melhores (?).

Acho que não é bem por aí. Esse é mais um problema social do que orgânico. Conforme os anos passam, os candidatos a um engate permanente diminuem vertiginosamente entre a população de machos jovens, que, por serem – e poderem ser – seletivos, preferem as carnes mais nobres da, por assim dizer, manada. Aquelas que ameaçam entrar na faixa dos “enta” tem que se contentar com os que sobram – e sobra nunca é coisa boa.

Notem que isso não é o que ocorre com as fêmeas alfa – aquelas que tem muita alfafa, ou seja, grana disponível para mudar essa equação. Essas, ao contrário da maioria, podem e escolhem os melhores garanhões da manada, e sem darem a mínima importância para essas teses ridículas que comparam – indevidamente – coisas tão díspares como vinhos e homens.

Aqui no País do Futebol, lugar onde se chuta tudo e para tudo o que lado e em que os horários dos jogos são alterados para não conflitar com as novelas, os clubes de futebol estão aplicando essa tese – do vinho e dos velhos – aos seus times. Descobriram que velhos craques desdenhados pelos europeus – que como as fêmeas alfa também preferem os jovens garanhões – jogam mais e melhor do que o resto que acaba ficando no mercado interno. No popular: é melhor um velho craque do que um jovem perna de pau.

Sei não… Acho melhor os clubes começarem a pensar em outros providências para compensar esse tipo de tese. Eu poderia sugerir algumas: proibir a entrada – em campo! – de menores de trinta anos; diminuir o tempo de jogo para, digamos, quatro tempos de 15 minutos; permitir a saída momentânea dos jogadores para pegar um gás – oxigênio; encorpar os departamentos médicos com novos profissionais (geriatras?).

E para as mulheres maduras? Não tem jeito, só mesmo a alfafa é capaz de resolver. Lesbianismo?

A parte e o todo

Nas democracias uma parte – os políticos – são eleitos para representarem o todo.  Essa foi a melhor forma encontrada para que o poder possa ser delegado diante da impossibilidade de que seja exercido por todos. E quem são esses representantes que assumem a delegação diante de todos? São de diversas origens, mas todos tem – ou deveriam ter – uma origem comum: são lideranças formadas no seio da comunidade nos mais diversos segmentos sociais.

Eu sempre digo que ao se falar mal do políticos é bom lembrar que eles não caíram de paraquedas do céu. São representantes e parte da comunidade ou dos grupos sociais que os escolheram. Saíram do meio do povo e em nome do povo representam esse mesmo povo.

Mas não é o que acontece com todos… Agora me responda, de onde saiu essa Dilma Roussef? Qual a parte do povo que a indicou como líder de qualquer coisa que seja? Já foi líder sindical? Líder estudantil? Vereadora? Deputada Federal? Para qual cargo eletivo já concorreu? Qual a parte do todo – povo – que a escolheu para qualquer coisa que seja?

Ninguém, não é mesmo? Ela não passa de um fantoche escolhido por uma única cabeça, alguém que foi ungida para representar um grupo que domina a política nacional e que terá como missão manter a cumpanheirada no poder. Agora eu pergunto: isso é democrático? Expontâneo? Autêntico? Tudo bem que o Santo Luiz Inácio seja um presidente popular, mas quem lhe delegou poderes para escolher em nome de todos o seu sucessor?

Usem a cabeça para mais do que suportar os cabelos ou um chapéu…

Sei… Não sei…

O que aparentemente poderia parecer uma desvantagem torna-se uma arma poderosa em hábeis mãos. Nosso iletrado presidente usa essa característica a seu favor – conforme as circunstâncias. Ocasiões há em que desdenha de todo e qualquer conhecimento formal, adquirido nos livros, na escola. Ao contrário, orgulha-se da própria incultura – o que é uma atitude muito própria de quem é inculto.

Afirma que administra o país com competência – sem nenhuma modéstia, que também é uma característica dos incultos – sem o concurso dos conhecimentos formais. Mas em certas ocasiões usa seu desconhecimento – ou a pretensa inocência de inculto – para se esquivar de más decisões ou de acusações contra a administração. Assim é que no episódio do mensalão petista alegou – apesar de todos os seus assessores diretos saberem – que não sabia de nada.

Agora nessa trapalhada proporcionada pela Comissão dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça que apresentou o tal decreto que pretende enquadrar o país na doutrina do pensamento único, nosso preclaro presidente afirma que assinou o documento sem ler. Sei. Compreende-se, nosso presidente tem uma preguiça “disgramada” de ler.

Como podem ver existem várias conveniências em não saber. E eu que prezava tanto o conhecimento! Quem me mandou estudar?

O tempo

Não! Não vou falar do clima, nem das mudanças climáticas ou dos efeitos nocivos da civilização sobre o planeta, assunto que está em voga e no cardápio de dez entre dez ONG’s ambientalistas. Nem vou falar do terrível calor que está fazendo no verão de Porto Alegre – ou das tragédias provocadas pelas chuvas no país. O tempo de que vou falar é aquele que se pode medir com o uso de um relógio.

Particularmente e praticamente abandonei os relógios há mais de vinte anos, não sou mais um escravo deles. Minha vida funciona sem depender do tempo, ou das horas.  Mas permaneço escravo da presença deles, já que eles continuam presentes no ambiente familiar  a oferecer uma desnecessária – ao menos para mim! – informação sobre o horário nas paredes, na tela do computador e nos incontáveis painéis eletrônicos nos mais diversos tipos de eletrodomésticos – até mesmo em alguns dos quais não faz o menor sentido.

Eu sou do tempo em que não se amarrava cachorro com linguiça – se amarrava com lingüiça. A sensação que tenho é de que o tempo, à medida em que passa, se torna mais premente, num sentimento de desespero pela incapacidade de controlá-lo. Não sou imune a ele, envelheço enquanto vejo todos correrem atrás dele, contra ele, numa inútil luta que não leva a lugar algum.

Aqui mesmo na internete ele serve como forma de castigo, de punição para aqueles que não se dispõem a pagar o preço dos serviços. Nos sites de download você é afrontado com a informação de que “por não pagar, tem que esperar” e, para ser mais dramático é colocado na tela um contador de segundos que, aos poucos, vai decrescendo até chegar ao zero. São apenas meros segundos, nada demais, mas é o suficiente para deixar patente que você não pertence ao time.

Acredito que muitos devem gostar desses contadores e ficam curtindo o lento passar dos números, que é como eu faço, já que agora alguns desses sites estão agravando a pena: dizem que você não pode baixar no momento “pois tem muitos usuários grátis na fila”. “Tente mais tarde”, dizem eles com desdém…

Para eles eu digo que tentarei mais tarde. Não me importo de esperar, o tempo não é para mim um bem tão escasso assim e faço da espera até uma forma lazer. É bom irem pensando em penas mais graves ainda do que essas…