Nossa noção de tempo perdeu o sentido da exatidão, o tempo não é mais uma grandeza absoluta, mas relativa. Pode parecer que para tudo o tempo passa de forma igual, mas a nossa percepção desmente essa verdade matemática. O tempo na nova era da informática, para dar um exemplo, passa (ou se tem a impressão de que passa!) numa velocidade ao menos duas vezes mais rápida do que o tempo “comum dos mortais”. Falar-se num período de dez anos em relação a internet representa falar em um século do tempo de antigamente.
Experimente perguntar para qualquer um dos novos internautas o que é linguagem Cobol, ou o que é D.O.S., só para dar dois exemplos. É quase certo que essa pessoa não fará a menor idéia do que se trata. Tudo isso pela velocidade com que as coisas são atualizadas nesse mundo da era digital. Isso faz com que as pessoas só consigam ver num horizonte próximo, num período de tempo que não ultrapassa a meia dúzia de anos.
A velocidade com que a tecnologia avança é muito maior para um dado mesmo espaço de tempo. Isso faz com que a nossa percepção relativize o que é absoluto. Caminhamos para a época da instanteneidade, das megavelocidades. Há pouco troquei o meu computador, exigindo um mais rápido, ou seja, não consigo mais ficar esperando por “longos segundos” para que a máquina processe um aplicativo ou carregue uma imagem, um vídeo, um filme.
E pensar que num passado não tão distante as coisas só estavam na era do jato!
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