Fala-se muito em combater a pirataria, nome mais simpático para roubo. Nem adianta tentar contemporizar: pirataria é roubo dos direitos da propriedade intelectual de alguém. Eu também sei! Tem essa história de que os royaltes são caros, de que os impostos idem, mas é só história mesmo, mais alguma coisa para tentar justificar o injustificável. Nós, os brasileiros, somos muito competentes e bom nisso. Sempre temos uma justificativa plausível para os nossos erros.
Ninguém paga imposto porque o governo é incompetente e ladrão – o que nos dá o direito de também sermos. Ninguém é fiel porque todos são infiéis; ninguém se interessa por “temas sérios” porque os políticos são corruptos – mas só os políticos! E que não saíram do nosso meio, mas vieram, quem sabe?, do planeta Marte. Para vencer tudo é justificável, até mão de deus, ética do inferno ou dinheiro da terra.
Você deve pensar que sou um pessimista. E está certo, eu sou. Além disso, também não sirvo para bastião da moral ou para o último perfeito do mundo. Me incluam dentro desses também. Mesmo assim, tenho tentado, até por conveniência – porque na maioria das vezes não acredito na funcionalidade da pirataria, a manter no meu PC um nível razoável de softwares originais.
Sempre que possível – e, creiam!, na maioria das vezes – opto por programas freewares. Exemplifico: As suítes de aplicativos que uso – editores de texto, tabelas, etc – são da plataforma aberta do BrOffice, edito imagens com o Gimp ou com o Photo Scape, compressão/descompressão de arquivos com o 7-Zip. Comprei todos – e reafirmo: todos! – os sistemas operacionais da Microsoft – tenho as licenças de uso desde o Windows 98, passando por ME, XP e agora do Vista 64.
Sabe o que mais me irrita nisso? A única vantagem, a única recompensa que recebo quando tenho que comprar uma nova licença da Microsoft é a minha consciência. Já estou me preparando para desembolsar algumas centenas de reais para adquirir o novo Windows 7…
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