Monthly Archive for February, 2010

A Filosofia do Atraso

Os exemplos são tantos e tão cabais que nem mereceriam uma análise, mas, para esse tipo de gente, sempre se faz necessário que se “jogue na cara” as evidências que insistem em negar. Os neocomunistas insistem na filosofia do atraso, mesmo que tudo e todos conspirem contra as suas vãs filosofias. Se insere entre eles essa coisa chamada CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – e suas Campanhas da Fraternidade, que quase sempre, partindo de premissas erradas, levam do nada ao lugar nenhum.

Abraçando teses bobas e mantras sem sentido, como esse da globalização, o que é mesmo globalização?, a estrovenga dos bispos católicos ataca o agronegócio e o sistema capitalista, certamente visando defender os inúteis do MST, organização que parte da falácia de que o pequeno agricultor é um sem terra, ou que os seus sectários – que são tudo, menos agricultores, se confundem com aqueles. Na sua imensa maioria os chamados sem terra não passam de inúteis, não sem terra, mas sem nenhuma ocupação, parasitas que vivem a custa daqueles que produzem alguma coisa.

Durante décadas a turma do Marx se valeu de modelos falsos, como o cubano, mantido a peso de ouro pelos russos até que o paraíso sucumbiu junto com a idéia do estado totalitária marxista. Hoje a ilha se tornou paraíso do turismo internacional, vivendo a custa de quem tem dinheiro – ou são os pobres que mantém a ditadura castrista nos dias atuais? Quem sabe devemos falar sobre as históricas marcas nas olimpíadas das mulheres machos alemãs orientais, fábricas de atletas que visavam exaltar as “maravilhas do marxismo”?

Podemos também falar dos males que a globalização impôs a China. Certamente os chineses de hoje ainda sonham com os dias gloriosos de Mao. Mas tudo isso é pouco para esse tipo de gente. Nada é capaz de convencê-los de que não há saída além do trabalho, que deve ser lucrativo para que renda receitas para o estado, para que gere novas oportunidades de emprego para as futuras gerações. Fazer proseletismo com o dinheiro da classe média – que mantém com o dinheiro dos impostos os famosos bolsas tudo é demagógico e fácil.

Taxar o capitalismo, diminuir o lucro do sistema financeiro é que são elas! Todos os que tomam o poder sempre tomam o caminho mais fácil: explorar a classe média, proteger os ricos e manter com esmolas uma base que vota nesses mesmos populistas de ocasião. Ou os que estão governando o país fizeram algo diferente disso?

O elefante (ou a aliá?) e o carnaval

A figura de um elefante numa loja de cristal sempre foi usada como forma de representar coisas incompatíveis, coisas que não se deve misturar. Nada mais incompatível ou mistura exótica do que Madonna, carnaval e mãe Dilma juntas numa mesma cena: a diva do Rock na Sapucaí ladeada por mãe Dilma. O que não se faz para aparecer? Vale até colocar abacaxi na cabeça – medida que talvez pudesse tornar mais tragável a intragável figura de Dilma, com aquela sua cara de Chuck, a boneca assassina.

Mas, finalmente, o carnaval passou – mais alegórico do que nunca, como se pode ver. Noto que a festa vai perdendo pouco a pouco o que resta de brincadeira sadia, transformando-se numa imensa e descontrolada orgia regada a muito álcool e preservativos. Como sempre, depois vamos condenar a imagem que se faz lá fora do nosso país, acusando aqueles que nos batizam como local preferido para o turismo sexual. Taí os nossos fios dentais e carnavais a nos fazerem a devida justiça.

E não posso escrever mais, senão acabo perdendo o Big Brother Brasil…

Fuga Impossível

Fugi de Porto (ou Forno?) Alegre, busquei refúgio no litoral, em Pinhal/RS. Uma carona da casa da irmã, Lili e do cunhado César. Imaginei que lá encontraria um clima ameno promovido pelo ar do mar. Ledo engano! Nos meus dez ou doze anos de veranista em Pinhal nunca senti calor igual. A massa de ar quente que cobre Porto Alegre se estende além do que eu imaginava. E Pinhal também está embaixo desse imenso cobertor. Um ou dois graus centígrados a menos, agravados pela sensação de lagartixa provocada pela maresia, que adere na pele e deixa o corpo pegajoso. Não há banho que resolva, é questão de minutos para o grude voltar.

Sobrou calor humano na casa de praia também. Nada extraordinário provindo de pessoas tão incríveis como César e Lili. E não é questão de querer puxar a brasa para o meu assado. Alguns dos melhores momentos da minha vida desfrutei na companhia dos dois e das duas filhas lindas. Gente iluminada e abençoada por Deus. Conversamos, rimos, matamos uma saudade que já começa a crescer pela falta deles.

Voltei para o calor de Porto Alegre. Choveu forte aqui, me dizem. As marcas aqui e acolá confirmam a enxurrada. O calor diminuiu, mas permanece o abafamento. Nada de novo no front. Continuo a contar os dias para a volta da temperatura mais amena, aguardando a chegada do outono, do inverno. Minha mulher discorda, exaltando as qualidade do verão e eu contra-ataco dizendo: “se calor fosse bom, o inferno seria gelado”.

Forno Alegre

Nas discussões sobre as mudanças no clima não há unanimidade. Uns falam em aquecimento global enquanto tem gente morrendo de frio na Ásia. Eu não sei nada de clima, só sei de pele, ou de sensação na pele e, a julgar pelo que sinto de calor no verão em Forno Alegre ou Porto Alegre, com antes era chamada, só sei dizer que a coisa anda insuportável. Acho que o clima perdeu a sua característica nas regiões antes ditas temperadas ou alguém anda abusando do tempero. Passamos a viver nos extremos: seca demais, chuva demais, frio demais, calor demais, vida de menos.

Não há nenhuma dúvida de que a nossa qualidade de vida caiu. Mais aqui no Brasil, onde não se tem infraestrutura, que foi expertamente substituída pelos petralhas por propaganda. Na propaganda vai tudo de bem a melhor. Na propaganda a saúde é “quase perfeita”, assim como quase perfeitas são a nossa segurança, as nossas estradas, o nosso ensino, enfim, tudo vai de bom a melhor. Na realidade a coisa é outra, gente morrendo nas filas dos hospitais, 50 mil homicídios por ano, 40 mil mortos nas estradas, alunos saindo do primeiro grau sem saber ler.

Pior de tudo, assim como o clima, pouco ou nada há a fazer. Brigar contra o clima é batalha perdida; contra um povo que se deixa enganar pela propaganda bonitinha, que compra os sepulcros caiados vendido pelo governo, também. Resta se refugiar no ar condicionado, para quem pode, ou no ventilador, para quem não pode. Isso enquanto não vem o apagão na terra dos apagões impossíveis de mãe(drasta) Dilma.

A Fala do Coronel

Um coronel da Brigada Militar/RS deu entrevista ao Jornal Zero Hora de Porto Alegre se manifestando sobre a situação em que se encontra a Segurança Pública em Porto Alegre. Dentre várias ponderações o Coronel defende a necessidade da mudança da legislação garantista que protege os autores dos mais variados crimes. Não há como trabalhar – afirma ele – quando o judiciário sempre desfaz o trabalho policial: um mesmo traficante é preso e sistematicamente solto dezenas de vezes.

O assunto não me causa impacto e nem me soa como novidade. Fruto de uma constituição emanada no pós-revolução, e cujo teor visava prioritariamente garantir o cidadão contra os demandos da manus-militari, a segurança pública praticamente acabou em 1988. Embora as autoridades policiais ainda trabalhem “enxugando gelo”, a criminalidade tomou conta do país – basta analisar qualquer estatística sobre os índices de criminalidade anteriores e posteriores a 1988 – quando os homicídos, por exemplo, cresceram 1000%.

De lá para cá só se ouve a tese esfarrapada de que o crime é um problema social. Mas nenhum desses socialistas criminais consegue explicar porque só o Brasil lidera o ranking dos países líderes em criminalidade. Que eu saiba não somos exclusivos quanto aos problemas sociais, mas sim pela forma pífia e ineficaz com que combatemos a criminalidade. Criminalizar as vítimas e inocentar os crimininosos é o que esse pessoal tem feito no decorrer desse tempo. Direitos humanos para os humanos direitos, é isso que está faltando no país.