Monthly Archive for February, 2009

Valentine’s Day

Hoje, 14 de fevereiro, é o dia de São Valentim, ou o dia dos namorados nos Eua e em quase em todo o mundo civilizado. Não é o dia dos namorados aqui no Brasil, você sabe por quê? Porque o sindicato lojista achou que o período não era propício para um feriado, perto do carnaval, quando todos estão de férias.

Para que perder uma chance de lucrar com mais um desses famosos “dias de, dias das, dias dos”? Solução? Transferir a comemoração para o mês de junho, inverno, época em que todos estão em casa, e que tem poucos feriados para o mercado faturar.

Agora eu pergunto: como dar credibilidade a essas datas comemorativas? ou devo dizer, consumistas?

O Castelo Brazuca

Depois que descobriu-se que “yes! we have a castle!” falta descobrir quem são os bobos dessa corte. Quem pensou que tinha se livrado da realeza no plebiscito deu com os burros n’água.  Sim, porque “yes, we have a royalty!” E nossa realeza não depende de títulos de nobreza, mas do quanto de grama você consegue, vamos dizer, ganhar.

Nós, os membros da plebe, somos sérios candidatos a bobos nessa corte. Alguns tentam fugir do estigma de “bobos mansos”, ou aqueles que se sabem bobos, mas não abaixam as orelhas. Porque o não ser bobo há muito já deixou de ser uma simples questão de querer, somos todos irremediavelmente trouxas.

Alguns então nasceram pra coisa. Se você é um classe média no Brasil, meus parabéns pela total bobice. Os membros dessa classe são os que pagam todas as contas: a conta da exploração pela companheirada, a conta da politicagem das “bolsas tudo” da companheirada, e até as suas próprias contas, eis que o estado não lhes dá nada em serviços públicos.

E viva os reizinhos! 

Parte é, parte não

Um dos problemas de se viver em um país em que a grande maioria da população é composta por analfabetos formais ou funcionais, é ter de conviver com gente que tende a subestimar a capacidade de pensar de todos.

Não sou gênio, longe disso, mas também estou longe de ser um idiota. Sinto-me diariamente achincalhado ao ter de ouvir algumas das coisas que saem da boca dos nossos políticos ou de quem tem voz ativa nesse país. Alguns parecem estar falando para uma platéia de crianças ou com gente com desenvolvimento mental incompleto.

Ter um olho em terra de cego não te faz um rei, te faz testemunha das barbaridades que se cometem contra os cegos. E pouco adianta querer denunciar. Denunciar para quem? E com que propósito? Se os que enxergam dispensam e os cegos são surdos também!