Este não é um post novo, é coisa velha. Mas isso não lhe retira a atualidade, ele não é um post datado, não tem data de validade, continua tão atual quanto era na data em que foi publicado. Não mudou o natal, e também não mudou o meu espírito, continuo pensando da mesma forma. Não sei se isso é coisa boa ou ruim, talvez eu devesse ter melhorado, já que esperar alguma mudança quanto ao clima da festa é impossível.
Dingo o béu o… Confesso que últimamente o meu espírito natalino anda abaixo da crítica. Devo confessar que fui – por mea culpa – uma vítima constante do comércio, um consumista voraz, sempre endividado, sempre, como se diz “correndo atrás da máquina”. Não vou, pois, protestar inocência, nem isenção para tratar desse tema. E se começo dizendo isso, em nome da honestidade de propósitos, devo dizer que o meu modo de pensar quanto ao resto é isento. Se você prestou bem atenção ao tempo verbal da confissão, dever ter percebido o tempo no passado no “fui”, ou seja, não sou mais, no meu presente estou livre e curado desse consumismo.
Quem assiste aos comerciais da televisão nessa época do ano, pode ver aquela enxurrada de propagandas com criancinhas, musiquinhas, cãezinhos, vendendo mensagens de caridade e de fraternidade – para na realidade vender algum produto ou para tentar suavizar a imagem vampiresca de algum tipo de organização que se escondem por detrás da aparente bondade: bancos, financeiras, etc. Gente que costuma ir na jugular dos consumidores, gente implacável, gente que pratica usura declarada e agora querem se passar por bonzinhos e fraternos. Querem saber? Isso enche o saco de qualquer um!
A verdadeira mensagem do natal está escondida, oculta, ninguém sabe, ninguém viu. Até porque não resolve ser bonzinho e caridoso durante um dia do ano, nesses famosos dias dos, dias das. Lembrar-se de alguém só num dia, só numa data? Acho que é para isso – além do comércio – que existem as datas, não fossem elas e muitos não lembrariam nunca das mães, dos pais, namoradas, avós, amigos, etc.
Deixo a minha mensagem no sentido de que cada um viva o natal durante todos os dias do ano.