A discussão sobre a higiene das fichas dos candidatos às eleições municipais não faz sentido. Antecedente criminal, conforme assegura nossa constituição cidadã, só existe para sentença transitada em julgado sem grau de recurso. Para o caso julgado irrecorrível.
Para que polemizar o indiscutível? Criar dúvidas aonde só existe o claro? Não é uma questão de higiene, não existem fichas limpas ou sujas, existem pessoas sem antecedentes ou com antecedentes criminais. Na prática, a nossa constituição privilegia a impunidade, ao transformar o processo numa via crúxis tão longa e demorada que os processos demoram décadas até chegarem ao último grau.
Muitos personagens da nossa política, contra quem se constuma lançar várias acusações, a rigor não possuem nenhum tipo de antecedente criminal, eis que os vários processo a que respondem nunca chegaram ao último grau. São, portanto, técnicamente e corretamente inocentes – até prova em contrário, como se costuma dizer.