Monthly Archive for June, 2008

O novo éden

Nesse ano a nossa Constituição Cidadã de 1988 aniversaria, faz 20 anos.Nossa constituição, além de pretender regular a vida do país – o que seria de se esperar -, também tentar reinventar a roda, fundar um novo éden na terra. Qualquer um sabe que a vida não é criada por leis, mas regulada por ela. Nossa constituição pretende criar um novo paraíso terrestre.

Explico melhor: seguíssemos todas as normas constitucionais e viveríamos num paraíso terrestre. Infelizmente a realidade é outra, o paraíso acabou definitivamente com Adão e Eva. Nossa constituição cria imensas liberdades sem impor legítimas e necessárias responsabilidades. O estado passa a ter uma função paternal e pouco educativa.

Não é por outro motivo que enfrentamos um avanço sem precedentes na criminalidade, e a ímpunidade passou a grassar no país. Esse pensamento pode soar como reacionário, mas, asseguro, não o é. Ninguém quer assumir que erramos na medida, que transitamos de uma ditadura terrível para um paraíso legal irreal. Não direi que o tempo dirá, isso já disse há muito tempo, digo que o tempo já disse…

O pequeno Johnny

O nome dele é Johnny, um cão da melhor das raças, ou seja, daqueles que não possuem uma raça definida. Ele apareceu, entrou na nossa vida da melhor forma que um cão pode entrar na vida de alguém: não fomos nós que o escolhermos, foi ele quem nos escolheu. Apareceu dentro do nosso pátio, pequenino, passou por entre as estreitas grades do portão.

Ficou dois dias dormindo numa cama improvisada no pátio da frente da nossa casa. Não porque houvesse alguma dúvida nossa em acolhê-lo, mas porque achamos prudente dar um prazo, deixá-lo numa espécie de vitrine, para que o dono – ou a dona – pudesse reclamar a sua posse. No terceiro dia a chuva acabou com a espera, fez com que trouxéssemos o pequeno Johnny para dentro de casa.

E desde então ele trouxe uma nova luz, uma nova alegria para as nossas vidas.

Quando os do bem se dão mal

Essa geração substituiu os anacrônicos mocinhos e bandidos do século passado pelos “do bem” e os “do mal”. E não foi uma alteração apenas de nomenclatura, eis que hodiernamente os do bem não se dão tão bem assim. O antigo lema moral de que “os do bem” sempre vencem, já não é mais verdade.

Atualmente os do bem se dão mal. E, pior, o vice-versa é real: muitos que praticam o mal – aparentemente – se dão bem, Não existe mais o senso de justiça, ou a certeza de que a vida recompensará àqueles que praticarem o bem. Ainda assim – e ainda bem! – que muito continuam a praticar o bem sem visar a quem, sem esperar recompensas pela prática dos seus atos, mas simplesmente por saber ser o bem um bem.

São estes que mantém a nossa humanidade ainda viva. Os bom samaritanos que tornam possível a realização das causas sociais; Não é que eles não acreditem em recompensas, mas acreditam que as recompensas não precisam ser materializadas. Acreditam que a prática do bem faz bem.