Monthly Archive for April, 2008

Earth Day

Today the Google page has a different logo on it, a special commemorative issue for the Earth Day, April 22. The Earth Day was conceived as a mean to remember the importance of the ecological campaigns, the importance to preserve the nature. “The Earth Day Network’s Climate Change Campaign. Earth Day 2006 will launch a sustained, three-year campaign to educate consumers, corporations and governments worldwide on the urgent need to take concrete steps on climate change now – before it’s too late”.

Pequeno Poloio

Pequeno Poloio. Quem? Eu, ainda pequeno, ainda um pequeno Poloio. Esse Poloio foi um apelido de infância carinhoso colocado pela minha avó paterna, vó Catarina – guardo eternamente sua imagem radiante, e linda! -, no segundo filho de uma família de sete irmãos. Três homens e quatro mulheres, ainda bem que a beleza venceu na família! Herdeiro de descendência italiana e portuguêsa, credito a isso um gosto pelas artes e pelas letras. Infelizmente não fiz carreira nessas áreas, onde tenho certeza estaria mais “em casa”.

Ainda acho que o mundo, que a sociedade engessa as nossas escolhas profissionais, ao nos obrigar a escolher uma delas muito cedo, quando somos ainda muito jovens e depois não temos a suficiente flexibilidade para reajustar durante o rumo que toma a vida para outra profissão. Quando pretendemos fazê-lo já são excessivos anos trilhados no caminho errado. É quase sempre um caminho sem retorno.

Graduei-me em engenharia mecânica, trabalhei como policial, hoje, aos 54 anos, estou fazendo o que gosto: escrevendo. E isso é um pouco do que sou. Não convém mergulhar muito nessa história, pelo menos aqui e agora, para consumo imediato é informação suficiente. Aos poucos, num post aqui e noutro alí eu irei ampliando essa história.

Eu confesso!

Gostaria de dizer que tenho melhorado, mas não, seria uma grande mentira. E mentir seria mudar, mas mudar ainda para pior. Não mudei, não melhorei, continuo por óbvia conclusão o mesmo. Continuidade pode ser uma característica desejável nas pessoas, uma característica que transmite confiança, estabilidade. Não é o caso, ao menos não no caso presente. Gostaria muito de mudar, alterar o atual estado em que me encontro, ou seja, sair do imobilismo.

Não me tome por cigano, não é o caso, sou gregário, sou um ser ficante. Não no moderno sentido da palavra, sou daqueles ficantes antigos, dos tempos em ficar significava um simples permanecer. E sou um ficante solitário, aquele que permanece no mesmo lugar por um bom tempo, por um longo tempo. Sabe como? Isso! Sou dos que ficam imóveis, como se fora um pesado móvel, um pesado e quase imóvel armário. Um magro pesadão.

Mas prometo, vou mudar. Nem pouco, nem muito, mas alguma coisa. E nem que seja de lugar…

Banalização da violência

O país vive o drama de mais um caso rumoroso: a morte da menina Isabella Nardoni, jogada do sexto andar de um prédio em São Paulo. Mais do que um crime bárbaro contra uma menor, o que assusta a populaçao é a possiblilidade de que a responsabilidade possa vir a recair sobre o pai e a madastra da menina. 

O caso é emblemático, sujeito ã muita discussão e polêmica, mas não espelha toda a realidade de um país que registra mais de 50 mil homicídios por ano, números semelhantes a de países que enfrentam uma guerra civil. Diante de tamanha violência, o que se pensa, o que se pergunta é “o que mais pode acontecer?”

Da utilidade das coisas

Existe (?) uma lei natural sobre o uso e desuso das coisas: aquilo que cai em desuso é abandonado, desaparece e tende a morrer. E se essa lei for aplicável à Justiça brasileira, esse deve ser o seu destino: a morte pelo desuso, ela deve estar irremediavelmente condenada ao desaparecimento. 

A justiça, órgão do estado encarregado da prossecução penal, da distribuição da justiça, deve(ria) manter o império da lei e assim disciplinar o convívio social. Essa função exige um aparelhamento imenso do estado, é necessário fiscalizar e coibir as infrações cometidas contra o ordenamento social, sob pena de se tornar sem sentido.

Atualmente as polícias prendem os autores dos delitos, a justiça os processa e condena (com leis fracas na imposição das penas) e, além disso, o sistema prisional não faz a sua parte, não mantém os presos para que cumpram as penas e nem os recupera para o convívio social.

Dentro de todo esse contexto a culpa não cabe, nem deve ser integralmente atribuída à justiça. Nós, os cidadãos, não fazemos a nossa parte, nem o estado faz qualquer coisa para mudar esse rumo. Estaremos condenados como sociedade?

Sempre o clima

O frio nunca está associado com as melhores coisas da vida. Ao contrário, o calor sempre está associado com o melhor. Falo, é claro, do clima. Verão é quase um sinônimo de férias, de lazer, festas e de atividades prazeirosas. O frio nos lembra o inverno, a necessidade de abrigo, o recolhimento e a proteção de um teto. 

Não é à toa que se diz que uma pessoa é calorosa, quando é amigável, afetuosa. Ao contrário, dizer que alguém é frio não se constitui em uma boa recomendação. Apesar disso, sou daqueles que, sem desgostar do verão, gosto mesmo é do frio, gosto do inverno.

Enquanto o verão lembra o lazer e estimula as atividades leves e descompromissadas, e como ninguém pode ser completamente dedicado a só um dos lados da vida, precisamos de equilíbrio, o há que se aproveitar e crescer também no inverno, um tempo estimula o recolhimento e a reflexão.

Além disso, o inverno é o clima dos pensadores…

Cruzes II – Revisto e ampliado!

Não bastasse escrever pouco e mal, perdi a senha do blog! Pior! Perdi o username! Perdi o email com o qual fiz a inscrição no Blogger! O que mais? Pode-se perder mais do que isso? Eu ia na página para o login e havia o célebre link dos esquecidos: “clique aqui se você esqueceu a sua senha”. 

Qual o seu nome de usuário? Nào sei. Qual o nome do blog? Ah! Isso eu sei! Preenchi. A resposta: um email com os dados da seua conta foram encaminhados para o seu email de inscrição. Tudo bem, mas e se eu não souber qual é o email de inscrição? Top, top, top… Toma um fosfato para lembrar. Tomei e lembrei…

Pior de tudo, vou continuar a escrever, pouco como sempre – e assim o mal é menor! -, mal como sempre…

O bem e o mal

Nosso bem é também o nosso maior mal. Explico. Aquilo que nos torna os melhores é também o que nos torna os piores. O pensamento continua confuso?, eu sei. Qual a caracteristica que nos individualiza como povo? A despreocupação, a alegria, o famoso jeitinho brasileiro? É isso, somos um povo que não leva nada a sério, nosso “lasse faire” é o que ameniza e desorganiza o convivio social. 

O nosso povo não tem uma indole que o leve a cobrar dos governantes; para o bem e para o mal não somos seguidores e ccumpridores da lei. Para tudo há um jeitinho, uma saída, uma forma de contornar os problemas – mesmo quando os problemas não são verdadeiramente problemas, mas a lei que regula e orienta para o convivio social.

Queremos o império da lei e, a um só tempo, não queremos. Queremos ordem na fila e queremos ser atendidos em primeiro lugar, ou queremos um passe-livre, ou um amigo que “nos quebre o galho”. Quereos o paraíso com uma legislação e um proceder do inferno. Impossível!