Este é o ponto agá.
Monthly Archive for January, 2008
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O ditado é bem conhecido: “Em terra de cego, quem tem um olho é rei”. O sentido também: quando muitos vêem pouco, quem enxerga alguma coisa vê muito. E essa impressäo, de que basta ver pouco para enxergar mais do que a imensa maioria é a que fica.
;E impossível que o nosso povo não enxergue o mínimo, um quase nada da realidade em que vive, do estado de coisas em que se encontra a nação. Como pode a população ser enganada por afirmações descabidas, um total despropósito, coisas do tipo “a nossa saúde é quase perfeita”, “não existe ninguém mais honesto do que eu”, “eu sou o melhor presidente que esse país já teve”. “Menas, menas”, senhor presidente, modéstia é também uma virtude desejável.
Apesar disso, a imagem que fica é a de uma populaçãoo infante, crédula, e que se deixa levar por palavras fúteis e sem conteúdo. Triste. Muito triste.
O melhor filme brasileiro da temporada, e melhor disparado, Tropa de Elite, foi preterido por outro na indicação para concorrer ao prêmio de melhor filme estrangeiro da Academia de Cinema de Hollywood – Oscar. Ninguém falou, mas ficou claro que a escolha não foi artística, foi política. O melhor foi preterido, por conter um pretenso conteúdo reacionário, em prol de outro bem ao gosto dos “heróis da pátria de 64″.
O escolhido, que não é um mau filme, é só mais um filme. Não acrescenta, não se destaca, seu corte entre os que irão concorrer – embora eu não conheça o conteúdo dos selecionados – não me surpreende. Mais uma vez prevalece a politicagem sobre a arte e mais uma vez levmos pau.
Se alguns não se sentem representados, azar o deles – azar o meu! -, pois estes não passam de uma minoria com expressão mínima na amálgama nacional. Além do mais, quem mandou nascer – ou se educar para viver – no lugar errado?
No caso da mulheres, cuja idade fértil, considerada a mais adequada à maternidade, se situa entre os 15 e os 30 anos, o plano do Criador colide com a carreira, pois essa é a época em que elas estão mais interessadas na realização profissional, filhos atrapalham.
No caso da sexualdade, deveríamos nascer assexuados, ou seja, funcionalmente não deveríamos nascer homens ou mulheres. Depois, na idade certa, ao optar por um dos sexos, seríamos dotados dos atributos correspondentes. Isso evitaria essa confusão de hoje, homens em corpos de mulheres e vice-versa.
Mas são pequenos erros. No todo o plano até que é bom…
Essa consciência da brevidade é que deve nos nortear na direção da única possíbilidade: extrair o máximo do aqui e do agora. Carpe Diem!
Nada como viver no paraíso…