Pego o mote no clássico de Hemingway, utilizo a expressão para substituir a popular vestir o capuz, enfiar a toca. Ela escreve textos lindos, pungentes, coisas que sei vêm do âmago, do coração. E ela escreve bem, talvez seja porque ela escreve verdades, as suas verdades. Para quem? Para si, para o mundo, para todos, mas leio como se fossem especialmente escritas para mim.
Nunca me atrevi a perguntar, a questionar: – Para quem escreves? Não tenho o direito, poderia passar a impressão – verdadeira – de que estou achando que ela escreve especialmente para mim, estaria “me achando”. Pegaria mal, não perguntarei.
Ela fala em seu texto de uma espera vã; de uma espera por alguém que não veio e que, parece, nunca virá. Ela fala de um tempo que passa nessa espera vã, de uma vida que passa, uma vela que queima, se consome, aos poucos…