Monthly Archive for May, 2007

Facilidade

Recebeu ou não propina de empresa? Qualquer um pode achar que: 1. a acusacão é grave – e está certa em pensar dessa forma; 2. é difícil se defender da acusação – e está errada quanto a isso, é muito fácil provar a inocência, a não ser que o acusado seja mesmo culpado.

Basta um simples e banal extrato bancário especificando as retiradas da conta do acusado, dos valores ditos recebidos como propina. Ninguém deposita dinheiro de propina em conta bancária, a retirada do dinheiro é prova bastante da origem do mesmo.

Ah, mas o acusado não tem os registros dos saques da sua conta bancária? Bom, aí fica difícil mesmo de provar a inocência…

No meu tempo

Este título é uma forma de saudosismo, no meu tempo. E sabe do que mais? Tenho saudade de muitas coisas. Das coisas certas, das coisas boas. De poder ir ao cinema de ônibus, conversar na rua até tarde da noite. Conversar dentro do carro, reunião dançante, respeito com os mais velhos, respeito com os mais novos.

Saudade de tempos em que havia menos maldade. Ou tempos em que os bons dominavam o cenário. Em que ainda acreditávamos de que esse país teria um futuro, em que achávamos que o hoje não seria como é hoje. Saudade de alguns amigos que foram embora muito cedo; saudade de outros que foram na hora certa, mas que eu achava que poderiam ter ficado para tomarmos mais uns mates.

Saudade da época que os jogos podiam ser jogados só com a luz do sol. Saudade do tempo em que conversar era programa dos bons, que para ouvir música não precisava da televisão; que o cinema tinha matinés, seriados e programas duplos, gibi de graça. Saudade do tempo em que a vida era mais fácil. Ou era mais vida…

Carroça

Estou com uma banda larga com velocidade de carroça. Netvirtua é o nome do bagulho. Dizem que tem 2 megas de transferência, fiz a medição com vários sistemas e não passa de 42kbps, velocidade de modem e dos ruins, nem velocidade dos melhores.

Coisas de Brasil, onde você paga muito para ter um serviço de péssima qualidade!

Frios

Fica difícil acreditar em aquecimento global para quem mora no sul maravilha: amanhecer e descobrir, primeiro no nariz e depois no termômetro, que está fazendo só três graus centígrados dá uma saudade tremenda do verão – e quando está quente dá saudade do inverno, portanto…

Sei, muitos devem pensar – e muitos sentir na pele, o que é pior! – que existem temperaturas mais baixas, que em São Joaquim/SC fez 5 graus abaixo de zero – com sensação de Deus me livre! 22 graus negativos.

É verdade, isso não é pior, é o caos! Não sei se sinto pena de quem mora em São Joaquim, gosto de pensar que todos lá são aparentados com pingüins, que estão lá por livre e expontânea vontade. Se não estão, mudem já!

Como assim tudo?

Pois é, não é possível, não há tempo para blogar tudo na acepção da palavra. Talvez fosse melhor dizer: Blogando Qualquer Coisa. Esse “Qualquer Coisa” querendo dizer qualquer assunto. Como eu explico no topo do blog (explico? Explico, está lá no About Blogando Tudo), esse blog nasceu para ser a mãe de todos os meus blogs.

Ocorre que essa mãe foi muito fértil, pariu muitos blogs, a coisa ficou feia, tornou-se difícil transcrever aqui tudo o que eu escrevia (escrevo) nos outros blogs (mais de 100!). O Blogando Tudo virou expressão que quer ser de alcance temático e não de alcance extensivo de todos os assuntos.

Mas por que estou escrevendo isso mesmo? Ultimamente ando assim, os assuntos estão fugindo de mim. Assunto to… to… fiu… fiu… venha cá! Ah! Sei, para dizer da minha dificuldade em falar coisas boas desse país. Acho que não é um mal só meu, mas de qualquer ser pensante que viva neste torrão tão amado e explorado.

Quando é que vamos termos notícias boas verdadeiras nesse país? Não essas baboseiras que fazem parte da propaganda governamental, as bonanças que não atingem a população, mas coisas boas realmente para todos?

Tristezas

Eu acho que o cara bom é aquele que acumula créditos na vida normal para ter direito à besteira eventual. Caetano Veloso, apesar de se achar demais – e ser -, tem crédito para fazer um “cê foi mó rata comigo”. No caso do Lenine eu já acho perigoso, seu crédito não é tão grande assim. Deve ser culpa das rádios, mas confesso que é duro ouvir e ouvir e ouvir e reouvir essa tal de “Você”; dá vontade de mandar cantar em outra(s) freguesia(s).

Os cinzas

O frio coloriu os dias de cinza. Não há uma uniformidade absoluta, com algum cuidado é possível verificar que há um gradiente, uma espécie de degrade, uma composição com vários tons de cinza. Cinzas menos cinza e cinzas mais chumbo, claros e escuros.

É difícil encontrar a alegria com esse tom mórbido, monótono, que me perdoem os “cinzófilos”, mas cinza é cor de difícil digestão. Finjo que não é comigo, passo e me embaralho com esse fundo de cenário. Visto uma cor berrante, destoante, gritante, para contrastar, para registrar o meu protesto coloril, infantil…

O tempo ignora a minha blusa amarela e segue cinzento, carrancudo, rabugente. Foda-se o tempo! Fodam-se os cinzas!

A cidade e eu – Parte I

Formamos uma dupla estranha: a cidade sorriso e o ser carrancudo. Comparação infeliz. Nossa relação é do conteúdo e um contido, embora alguns admitam que se possa amar uma cidade. Uma cidade não sente, espelha os sentires dos seus habitantes. Sendo assim, a cidade sorriso está menos sorriso hoje, deve estar absorvendo um pouco da minha carranca.

Ninguém quer definir-se como um ranheta, qualidade que muitos tem e poucos assumem. Não vejo grande vantagem nessa minha franqueza, melhor vender uma imagem melhor num mundo que vive menos de conteúdos e mais de imagens, de invólucros, de embalagens, de rótulos. Está bem: eu sou o rei da simpatia, cara alegre e sempre feliz – agora ficou pior.

Todo bebe chora de fome, de sede, por que está sujo, porque está com sono, porque está com frio, causas fisícas. E sorri sem ter motivos, sorri por puro instinto. A gente cresce – esperem um minutinho, vou até o banheiro peidar e já volto! Pronto, gases liberados, estranho isso, a gente faz as maiores barbaridades com a mulher e não é capaz de peidar em presença de, ante…

Esse meu intervalo para a flatulência acabou com a minha linha de raciocínio. Quem manda ser peidão! Ah, está! Os bebes e os sorrisos sem motivos, a gente cresce e passa a só sorrir com motivo, e precisa cada vez mais de um grande motivo para sorrir. Por isso que eu acho que quanto mais velho, mais carrancudo. Segue.

A cidade e eu

Formamos uma dupla estranha: a cidade sorriso e o ser carrancudo. Comparação infeliz. Nossa relação é do conteúdo e um contido, embora alguns admitam que se possa amar uma cidade. Uma cidade não sente, espelha os sentires dos seus habitantes. Sendo assim, a cidade sorriso está menos sorriso hoje, deve estar absorvendo um pouco da minha carranca.

Ninguém quer definir-se como um ranheta, qualidade que muitos tem e poucos assumem. Não vejo grande vantagem nessa minha franqueza, melhor vender uma imagem melhor num mundo que vive menos de conteúdos e mais de imagens, de invólucros, de embalagens, de rótulos. Está bem: eu sou o rei da simpatia, cara alegre e sempre feliz – agora ficou pior.

Todo bebe chora de fome, de sede, por que está sujo, porque está com sono, porque está com frio, causas fisícas. E sorri sem ter motivos, sorri por puro instinto. A gente cresce – esperem um minutinho, vou até o banheiro peidar e já volto! Pronto, gases liberados, estranho isso, a gente faz as maiores barbaridades com a mulher e não é capaz de peidar em presença de, ante…

Esse meu intervalo para a flatulência acabou com a minha linha de raciocínio. Quem manda ser peidão! Ah, está! Os bebes e os sorrisos sem motivos, a gente cresce e passa a só sorrir com motivo, e precisa cada vez mais de um grande motivo para sorrir. Por isso que eu acho que quanto mais velho, mais carrancudo. Segue.

Mas que raios de blog é esse?

Sem figurinhas, sem imagens, só com assuntos sérios? Fala sério, isso é lá blog que se apresente? Depois, quando o blog não tem futuro, pergunta por quê? Onde estão as necessárias amenidades. O que vocês sugerem? Deixem-me pensar.

O pessoal não está preocupado com o Ronaldo Nazário, quase ex-jogador de futebol; o pessoal também não está preocupado com a namorado do Ronaldo. Vejam se tem cabimento: o pessoal está preocupado com as ex-namoradas do Ronaldo.

Com tantas e tão importantes coisas para se preocupar convenhamos que isso é o supra-sumo do não ter com o que se preocupar, com botar o tempo fora. Raios triplos.