Monthly Archive for December, 2005

É mar é lua é sol

Normalmente tenho os meus hábitos nos blogs, manter um texto próprio, não postar letras de música, só postar os poemas de minha autoria – que, embora ruins, são, mesmo assim de minha autoria. Cada louco com as sua manias, eu tenho as minhas, com certeza. Estou começando o Lua e Sol, aqui não será diferente dos demais blogs, manterei essa mesma “linha editorial”, com o perdão da má palavra, já que falar nisso aqui é ofender as linhas e também os editores.

Estava lendo há pouco, nessas minhas andanças pela net um blog de um formando em história do Rio de Janeiro. Portanto um virtual professor de história. Não sei se me assusto ou o que eu devo pensar dessa turma nova. Essas cabeças novas! Essas cabeças novas! Estava vendo os planos do formando para 2006, entre as suas resoluções para o ano novo, as duas principais: arrumar mulher e não parar de andar de skate(?)

Feitas estas introduções, considero apresentado o Lua e Sol, desejando um feliz ano-novo para todos.

Que volte a faca para as costas…

Nosso presidente voltou a enfiar a faca nas suas costas, segundo suas declarações, admitindo a corrupção que abalou o Partido dos Trabalhadores e o seu governo, a situação é realmente “uma facada nas costas”.

Antes não havia facada porque não havia a admissão da corrupção, tudo não passava de manobras das:
1. elites que queriam fazê-lo baixar a cabeça;
2. da oposição raivosa que queria fazer voltar a situação ao status quo;
3. uma grande armação da imprensa que só publicava matérias contra o seu governo;
4. do clero que não devia se imiscuir em assuntos do governo.

O que, até agora, não havia, agora há. Por isso, que volte a faca para as suas costas. Que fique lá, cravada na costas do pobre presidente. Um homem bom e puro que, tal como um marido traído, sempre foi o último a saber das coisas.

Um inocente rodeado por gente perigosa, por facínoras, por traídores. Fico imaginando o presidente circulando nos corredores frios do palácio e balbuciando: “Até tu Delubius! Até tu Genuínus! Até tu Dirceus! Até tu Silvinhus!” Ah, sem esquecer o principal de todos: Até tu Robertus!

Isso tudo até que sua excelência resolva “tirar a faca das costas” novamente, sabe como é, uma faca nas costas é uma coisa dolorida e incômoda, deve ser chato na hora de ir dormir, de tomar banho, de se secar… Até lá, vale a decisão de Vossa Excelência, “que permaneça a faca fincada nas costas…”

Fama e famosos

Nós, simples mortais, temos que conviver num só corpo com a persona e com o personagem, sob pena de nos chamarem de loucos. Não somos artistas, não somos famosos, um bom exemplo que me ocorre é o Pelé, lembra dele falando dele na terceira pessoa? Porque o Edson isso, ou o Edson aquilo, pois é, ele separa o cidadão Edson do personagem Pelé, no que eu acho – embora não entenda patavinas de psicologia – que ele faz muito bem.

Eu acho que separar a vida privada da vida pública, no caso de que é famoso, é quase uma obrigação. O público não tem nada que se intrometer com a vida privado do cidadão ou da cidadã, embora a multidão de fãs e os paparazzi não entendam desta forma, o pessoal mistura tudo. Sei que existe uma indústria que vive dessas fofocas, das notícias relacionadas com a vida dos artistas; a mídia acha que presta um serviço, divulgando, eu acho um tipo de mídia burra, mas respeito as opiniões divergentes.

Um dos casos que eu realmente não entendo aqui no Brasil é o excesso de divulgação que se dá por aqui para o ex-craque de futebol argentino Diego Maradona. Qualquer um sabe que as nossas relaçõe com “los hermanos” não são muito amistosas, o pessoal finge que se tolera e só. Qual a razão de dar tanto espaço para o baixinho? Estão faltando personagens no cenário nacional? Programas para ocupar o espaço? Com tanta gente desempregada por aqui eu duvido que este seja o motivo.

Gostaria de saber se a recíproca seria verdadeira, um programa com Pelé teria o mesmo espaço na televisão argentina?

Efeitos do Amar

Efeitos do Amar
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Ame que amar mantém
A juventude de tudo
Ame que amar contém
A plenitude de tudo
Ame que amar detém
A inveja como escudo
Ame que amar alguém
Alimenta tua alma
Ame que amar também
Alivia a dor no mundo
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Domrs* – 31.12.2005
*Ronaldo R. de Souza

Um feliz 2006 para todos!

Não retire a ilusão!

Esse é o pedido que me fazem, e me dizem isso porque eu sou dos que não acreditam em anos novos, nem em anos velhos. Acho que os anos são uma formalidade que nós criamos para a nossa conveniência; uma forma de medir a passagem do tempo, uma grandeza fisíca, que, certamente, não está sujeita a misticismos, mantras espetaculares, calculos da numerologia – baseados numa contagem do tempo tão imprecisa quanto a ciência que defendem.

Escrevi num outro blog, mas infelizmente isso é verdade, acontece, o pessoal acredita que um ano será diferente de uma maneira ou de outra dependendo da cor da cueca ou das calcinhas que estará usando! Pode isso? Por tudo isso que está lá o título desse post, não retire a ilusão, porque é disso que se trata, manter a ilusão daqueles que acreditam nessas crendices.

Infelizmente, para isso, eu teria que omitir a minha opinião, não estaria sendo sincero. Vou dar um conselho bem melhor do que todas essas crendices:

“Não viva a sua vida como se estivesse empilhando anos, viver é desfrutar de cada instante do seu tempo, aproveitar cada momento que recebemos como uma dádiva de Deus, viver cada momento da sua vida como se fosse o último. Tudo o que fizer faça bem feito, se for beijar, beije como se fosse dar o seu último beijo, abrace como se fosse o seu último abraço, sorria como se aquele fosse o sorriso pelo qual você vai ser lembrado para sempre, faça amor, faça muito amor, mas faça o amor e tudo o mais que fizer com muito amor – como se fosse a sua última vez.” – Domrs – Dezembro de 2005.

Feliz Ano Novo!

Tenho escrito que não acredito em ano novo, não acredito nessa promessa de recomeço que vem embutida nessas passagens de ano. Ah, mas é uma ilusão, é importante para muita gente, porque… tudo bem!, tudo bem! Eu entendo quem precisa desse estímulo, que precisa acreditar na promessa da renovação.

Lamentavelmente eu não posso entrar nessa canoa, para mim a vida é uma continuação, um continuum, não se divide em capítulos, não é novela, é longa metragem. Seria conveniente aceitar a teoria do recomeço, mas não seria sincero, no fundo eu não estaria acreditando na magia da coisa.

Alguém me diz que usando uma cueca/e/ou/uma calcinha de uma determinada cor, isso vai influenciar os acontecimento no ano futuro. Você que me lê acredita piamente nisso? Uma cor de cueca ou de calcinha com poderes de mudar algum fenômeno fisíco ou químico no próximo ano? É um pouco forte para mim…

Agora se você acredita que os astros se importam com a cor das cuecas e das calcinhas, tudo bem! Quem sou eu para dizer que você está errado(a). Continue com as suas crenças. E para não dizer que eu estou torcendo contra, dizendo que a cor do ano que vem é o preto. Feliz 2006!

Contagem Regressiva

Entramos na fase da contagem regressiva para o final do ano. Dividimos a nossa vida, que é um continuum, um filme em longa metragem, em capitulos, como se fosse uma novela, e assim medimos a quantidade da nossa vida em anos. Nascemos, e vamos acumulando essas perigosas e mortais unidades a cada aniversário, até que a soma atinja o seu limite máximo, quando, como diz o bem humorado Millôr, “entramos com a matéria-prima para a confecção de mais um cadáver”.

Há os que festejem todos esses eventos, aniversários, passagens de ano, quem ainda se anime a festejar essa contagem regressiva da morte anunciada. Mas eu não! Como dizem: “Me incluam fora dessa!” Prefiro ser pego de surpresa por tudo isso. Prefiro ser atropelado pelos anos, assaltado pelo envelhecimento, e aniquilado pela morte, tudo na surdina, sem o menor aviso. Esses eventos festivos não vão protelar qualquer encontro marcado desagradável que eu tenha com madame morte.

Prefiro assim, sem intimidades, ela lá e eu cá. Cada um na sua, e mantendo negócios bem separados. Ah! e nem tente me convencer do contrário, não venha me falar do romantismo dos anos reumáticos, que eu logo lembro da farmácia que precisa me acompanhar aonde quer que eu vá. Ah! e o sexo é realmente maravilhoso na terceira idade! Você está fudido 100% do tempo!

Portanto, deixarei essa coisa de passagem de ano para os mais novos. Eu já fiz a minha escolha: prefiro não passar, prefiro rodar de ano.

O Hora H

O agá, o “H”, é ou já foi muitas coisas; foi nome de uma bomba famosa; foi um verso da música “Homem Com Agá” – aquela com o Nei Matogrosso; e é até a simples letra do nosso alfabeto; aqui e agora, justo nessa hora agá, tornou-se o “Hora H”, para mim, modestamente, o nome de batismo que eu dei para este blog.

Começar blog nessa época é bom, o cara já pode começar mentindo bastante, hehehe! Essa não é a época do ano preferida para as mentiras? Aquelas famosas promessas de final e início de ano, sabe?, aquelas que nunca são cumpridas: vou fazer exercício todos os dias; vou começar o regime; vou deixar de fumar/e/ou beber; vou voltar a estudar para completar o curso/os estudos; vou me reconciliar com fulano/fulana; vou visitar mais mamãe e papai/os irmãos e parentes; vou freqüentar com mais assiduidade a minha religião; etc, etc, etc.

O natal passou…

O natal passou, o ano está praticamente acabado, agora é só uma questão de dias. Isso dentro dessa perspectiva que nós temos da contagem do tempo. Essa mudança de ano, não passa de convenção, uma forma de encarar com muito otimismo a passagem do tempo.

Depositamos naqueles poucos segundo que irão separar um ano do outro, nossas esperanças em novos e melhores tempos, em melhores dias, como se uma espécie de mágica se processasse na mudança de um segundo para o outro. Os chineses mudam o seu animal do zodiaco, sai o galo e entra o cachorro, nos aumentamos um digito no milhar: 2006.

Talvez tudo isso esteja certo, talvez funcione o fator psicológico, muito mais nessa esperança de recomeço que se instala em todos, do que em algum fator racional que possa ser comprovado cientificamente.

As Leis da Convivência

Isaac Asimov escreveu mais de 500 contos e romances e inventou o termo ”robótica”.´Asimov propôs em 1940 as famosas “três leis da robótica”, como um contraponto à teoria de que o homem se tornaria escravo e/ou vítima das máquinas. Os robôs seriam programados para obedecer a três leis básicas:

1 – Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um homem sofra algum mal.
2 – Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos que em elas contrariem a primeira lei.
3 – Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

Eu tenho uma adaptação dessas leis da robótica à existência prática, as leis do dia-a-dia, eu aplico com as devidas adaptações aos meus mascotes, os meus cães. Eu sou um apaixonado por cães, mas não admito – em nenhuma hipótese – que um cão infrinja uma dessas três leis. Hoje, infelizmente um deles, justamente o meu preferido, atacou alguém aqui de casa, sem nenhuma razão. Confesso que fiquei muito triste, mas infelizmente ele teve de partir aqui de casa, ele não mora mais aqui.