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		<title>Desinteligências</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 14:03:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sou um cético quanto ao futuro do nosso país. Talvez, por dever de justiça, devesse dizer que meu ceticismo transcende barreiras territoriais e se estende a toda a raça humana. Nada de novo, nada de mágico, nada de profético, mas a simples constatação do óbvio: somos por demais imperfeitos para que se tenha outra visão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sou um cético quanto ao futuro do nosso país. Talvez, por dever de justiça, devesse dizer que meu ceticismo transcende barreiras territoriais e se estende a toda a raça humana. Nada de novo, nada de mágico, nada de profético, mas a simples constatação do óbvio: somos por demais imperfeitos para que se tenha outra visão mais otimista. Não temos futuro, temos um presente que nos encaminha dia-a-dia para a destruição, para a extinção. Quando as coisas se referem ao nosso país, essa visão não é diferente, ao contrário, é pior.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns fatos ocorridos nos último dias servem de exemplo e corroboram o que eu digo. Primeiro essa descoberta da ligação do Senador Demóstenes Torres com um chefão do chamado jogo do bicho. Não que isso se constitua em grande novidade, todos sabem que a nossa classe política se constitui na sua grande maioria de desqualificados, de meliantes de terno e gravata. Mas sempre há as exceções, alguns poucos que nos permitem ter uma réstia de esperança. Um desses era o referido senador. Ex promotor de justiça, sempre foi tido como exemplo de retidão e um dos poucos bastiões da moral na política. E agora? O que nos resta? Acreditar em quem?</p>
<p style="text-align: justify;">Justificando o título desse artigo, o STF decidiu que somente o bafômetro e o exame clínico (exame de sangue) se constituem em prova válida de que qualquer motorista se encontra alcoolizado. Qualquer um sabe a verdadeira tragédia provocada por motoristas alcoolizados no nosso transito. Mais um prova de que a justiça brasileira trabalha em prol dos criminosos, dos infratores, e que o restante da população é vítima da iníqua e inócua legislação penal brasileira. Como entender que sábios juristas decidam dessa forma em favor dos infratores?</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, nossa Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovou a chamada Lei Geral da Copa do Mundo de Futebol (outra excrescência desnecessária num país tão carente). Na prática, o principal: proteger a indústria do álcool, droga legal sabidamente responsável por milhares de vitimas no país e no mundo, nossos representantes mais uma vez marcam um &#8220;gol contra&#8221; ao liberar o consumo delas nos estádios de futebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Viva a inteligência brasileira!</p>
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		<title>O que os olhos não veem&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 03:23:05 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é meu hábito falar muito sobre os meus problemas. Acho que são coisas exclusivamente pessoais sobre as quais os outros não podem e nem precisam ficar envolvidas. Algumas vezes, quando o tipo de problema tem impacto no meu relacionamento público, com quem convivo, ou até quando escrevo nesse blog, que embora não tenha grande audiência, em princípio está disponível para algum viajante perdido que, por um acidente, acaba aportando por aqui. Não sou um grande falante e, pior, sou um escritor apenas médio com um domínio precário do nosso idioma. Assim como a maioria, cometo erros, gafes, grafando mal uma palavra, errando na concordância, enfim, maltratando o idioma.</p>
<p>Estava revisando alguns dos meus últimos textos e descobri vários erros, muitos dos quais se devem mais a um problema de saúde que tenho enfrentado nos últimos tempos, uma perda gradativa da acuidade visual resultante do diabetes. Diabetes, herança de família e, como dizia mestre Quintana, um grande incentivo para o maior responsável pela morte de membros do nosso grupo familiar, o relógio. Não que estejamos passando dessa para uma melhor em tenra idade, mas nesses geriátricos tempos (em que a expectativa de duração da vida aumenta) , as nossas vidas tem sido ceifadas em no mínimo dez anos da média normal.</p>
<p>A tecnologia trouxe algum alívio para quem sofre de diabetes, embora em seja um dos partidários de uma &#8220;teoria da conspiração&#8221; que imagina que, se mais não avançamos, isso se deve a interesses mercantilistas dos grandes laboratórios em manter uma clientela seleta e cativa da parafernália necessária para o tratamento da doença. Não foge do mesmo esquema o grande número de alimentos &#8220;diet&#8221;, que não contém açúcar, o grande vilão dos diabéticos, mas que, invariavelmente, custam os &#8220;olhos da cara&#8221;.</p>
<p>E assim peço desculpas aos amigos pelos eventuais crimes que tenho cometido contra a nossa já tão maltratada Língua Portuguesa, muitos dos quais são fruto mais de quem pouco vê do que de quem escreva tão mal assim. É verdade, tenho resistido a aumentar o tamanho dos caracteres no meu computador, uma espécie de resistência inútil ao problema, uma teimosia diante da dificuldade, como se assim eu demonstrasse o meu inconformismo diante da doença. Um dia acabo chegando lá, nem que seja premido pela necessidade.</p>
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		<title>Dingo o béu</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 00:15:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu sei, todos sabem, o verdadeira espírito do natal reside no coração de cada um. A festa, do modo que se apresenta atualmente, está longe desse espírito, eis que não passa de (mais) uma data comercial completamente dissociado do seu verdadeiro significado. Inserida nessa sociedade de consumo ela não escaparia, como nada escapa ao comércio, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu sei, todos sabem, o verdadeira espírito do natal reside no coração de cada um. A festa, do modo que se apresenta atualmente, está longe desse espírito, eis que não passa de (mais) uma data comercial completamente dissociado do seu verdadeiro significado. Inserida nessa sociedade de consumo ela não escaparia, como nada escapa ao comércio, ao consumismo. É mais um dos tantos &#8220;dias do&#8221;, onde menos importa celebrar a data e mais impulsionar as vendas. As mensagens bonitinhas só servem para iludir o povo, fazendo crer que há ideais nobres e ocultar o verdadeiro sentido da festa: aumentar o faturamento, o lucro.</p>
<p style="text-align: justify;">A propaganda (um dos males do século &#8211; do milênio? ) atinge seu objetivo, como sempre. Algo que consegue transformar bancos em instituições de caridade e governos ineptos e incapazes em grandes administrações é capaz de qualquer alquimia que se possa imaginar. Somos todos levados de roldão por ela e, como sempre, demonstramos o nosso amor em &#8220;suaves prestações mensais&#8221;. Não sou o herói da resistência, me incluo entre os que se deixam levar pela verdadeira tsunami apelativa que se instala nessa época.  Não chego a cometer desatinos, mas me uno a corrente.</p>
<p style="text-align: justify;">Confesso que sempre sobre um resquício de consciência que me acusa de ceder ao apelo mercantilista da festa. Poderia procurar atenuantes para o meu comportamento, não o farei, é melhor assumir essa como mais uma das minhas fraquezas. Ao final resta pouco, quase nada. Acabo por não fazer nada que possa ser digno de louvor ou crédito (e sei que muitos o fazem), nem que seja para minimamente compensar e comemorar o verdadeiro espírito do natal que, assim como está nada significa, além de mais uma data no calendário.</p>
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		<title>O que dizer de 2011?</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 09:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>domrs</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitos, nem todos, costumam fazer uma espécie de contabilidade no final de cada ano. Nessa nossa maneira de contar o tempo, que na verdade não é fragmentado, mas um continuum, os anos representam etapas que facilitam esse tipo de coisa. Há os que acreditam em numerologia e coisas afins. Não vou entrar nesse terreno, vejo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Muitos, nem todos, costumam fazer uma espécie de contabilidade no final de cada ano. Nessa nossa maneira de contar o tempo, que na verdade não é fragmentado, mas um continuum, os anos representam etapas que facilitam esse tipo de coisa. Há os que acreditam em numerologia e coisas afins. Não vou entrar nesse terreno, vejo os anos como unidades do tempo (de vida) e só. Nossa vida, essa fração sem sem denominador que, infelizmente não tende ao infinito, vai se esvaindo com a areia de uma ampulheta a cada ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Não vou dizer que faça alguma coisa com mais esmero, mas costumo dedicar algumas horas para avaliar o ano que passou. Quase sempre, encontro mais erros do que acertos, mais horas felizes do que infelizes, ou seja, mais graças do que reveses. Pois 2011 veio para quebrar essa sequência de momentos felizes. Como consolo fica o &#8220;poderia ter sido pior&#8221;, que sempre nessa vida  pode e, no fundo, nao passa de um pobre consolo. 2011 me deixa pesares, marcas profundas na alma, perdas irreparáveis, me encurta horizontes, me rouba felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não o culpo, que ano alguum é responsável por nada. Ele simplesmente marca o perpassar da vida e registra para o história os eventos dela. Mas é inevitável que, ante os fatos acontecidos, eu lhe desgoste, que o repudie que o inclua no rol dos piores. Certamente que há registros felizes  em 2011, mas, resumindo, eu diria que, de um ponto de vista extremamente pessoal, este é um ano para esperar encerrar e esquecer. Peço desculpas se não entro em detalhes, mas prefiro guardar para mim os fatos que me fazem chegar a essa conclusão.</p>
<p style="text-align: justify;">2011 marca também um tempo de mudanças no meu comportamento. E, novamente, gostaria de declarar a extrema pessoalidade dessa afirmação. Ante a certeza da quase impossibilidade de mudanças no país, mudo eu, ao menos de comportamento, quando, quem sabe?, se pudesse, deveria mudar de país. Assim como Lot, deveria pegar a minha mala e partir sem nunca mais sequer olhar para trás. Não o faço, não posso apagar os laços e as raízes que me fixam a esse solo são profundas e fortes demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas me torno um desistente, um resignado com a nossa (má) sorte. Sigo o ditado popular que ensina ser sabedoria aceitar aquilo que não pode ser mudado. Lamento, por ser inevitável, porque ninguém gosta de perder aquilo e/ou aqueles a quem ama; choro pela maior das perdas, a esperança num futuro (auspicioso) que, sei, não virá. Choro pelos males que espreitam tantos a quem muito amo.  No fundo da alma fica o meu desejo que esse seja mais um dos incontáveis erros meus&#8230;</p>
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		<title>Este é um mundo de frases bonitas e ações feias</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 03:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>domrs</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem ainda não se encantou com um pensamento, uma frase, algumas palavras de incentivo? São frase de famosos e anônimos, frases bem elaboradas e que contém &#8211; via de regra &#8211; bons conselhos, dicas úteis, recomendações para melhorar o relacionamento, viver uma vida saudável e proveitosa. Nada errado com as frases, mas a verdade é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quem ainda não se encantou com um pensamento, uma frase, algumas palavras de incentivo? São frase de famosos e anônimos, frases bem elaboradas e que contém &#8211; via de regra &#8211; bons conselhos, dicas úteis, recomendações para melhorar o relacionamento, viver uma vida saudável e proveitosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nada errado com as frases, mas a verdade é que entre a filosofia e a prática há um oceano a separá-las, ou, como dizem, &#8220;de boas intenções o inferno está cheio&#8221;. Essa diferença gritante entre o preconizado e o praticado não é nada sobrenatural, ao contrário, faz parte da nossa natureza humana, portante sujeita a falhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Sentar, pensar numa frase, criar um &#8220;belo ditado&#8221; exige criatividade. Praticar o que se escreveu exige disciplina, autocontrôle, estabilidade emocional, cabeça no lugar, calma, pensar muito mais do que dez vezes antes de dizer ou fazer algo que vá contra aquilo mesmo que preconizamos.</p>
<p style="text-align: justify;">E são em momentos cruciais que somos colocados à prova, momentos criticos e decisivos na nossa vida. Filosofar quando tudo nos é favorável é fácil; manter na prática é que são elas. Talvez um bom conselho seja fale menos e faça mais. Quem fala menos se compromete menos, quem faz mais pode apresentar, na prática, toda a filosofia aplicada, uma boa ação vale mais do que mil palavras.</p>
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		<title>Mais do mesmo</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 14:28:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>domrs</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tem certos assuntos que já cansei de tanto escrever (para que? ou para quem?). Desinteligência da minha parte, faço pouco do ensinamento que preconiza que há que se aceitar o que não pode ser mudado. Dentre as coisas que não podem ser mudadas nesse país está um pequeno detalhe: seu povo e a maneira de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Tem certos assuntos que já cansei de tanto escrever (para que? ou para quem?). Desinteligência da minha parte, faço pouco do ensinamento que preconiza que há que se aceitar o que não pode ser mudado.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre as coisas que não podem ser mudadas nesse país está um pequeno detalhe: seu povo e a maneira de (não) pensar. Somos, em matéria de inteligência, um pouco mais sábios do que uma lesma. E não importa o que se faça, o que se ensine, o quanto se viva, nosso Q.I. só não é menor pela impossibilidade de se colocar mais estupidez na massa encefálica. Estamos saturados de burrice.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se ofenda, quando afirmo isso estou falando para só 99,9% dos brasileiros, digamos que você esteja incluído nesses 0,01% dos brasileiros que ainda tem alguma coisa que preste na cabeça. Como se sabe, toda a maioria é burra e não era de se esperar coisa diferente dos 99,9%.</p>
<p style="text-align: justify;">Realmente não fomos aquinhoados pelo Criador com essa característica tão importante nos humanos: a inteligência. Se você analisar o que ocorre no nosso dia-a-dia, o tipo de coisa que faz sucesso nessa terra, verá que não há outra explicação. Até mesmo os irracionais acabam aprendendo pela repetição, acertando por instinto.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós, ao contrário, conseguimos o incrível feito de errar em todas as vezes. Não há nada que nos faça aprender, seja com os nossos erros, sejam com os erros dos outros. Por isso se explica, por exemplo, as sucessivas reeleições dos políticos corruptos; ou a maneira fácil como se engana o povo com uma propaganda ordinária qualquer: ninguém tem a mínima capacidade de racionalizar nada, aceita-se tudo que vai goela abaixo de qualquer jeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora mesmo o povo passou a acreditar que essa caça aos corruptos nasceu e tem o aval da nossa presidentA. Não adianta ela ter emprestado total voto de confiança ao Palloci, em cujo caráter colocava a mão no fogo (que deve estar torrada nesse momento), pressionada que foi pela mídia, ou a qualquer desses seus asseclas, quer dizer, assessores, que acabaram, não demitidos, mas pedindo demissão e para os quais não vai sobrar nada, minto vai sobrar: os milhões que surrupiaram dos cofres públicos e que ninguém mais vai ver a cor do dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não se preocupem, com a inteligência que move no nosso povo, aguardem a próxima pesquisa de opinião quando o povo dará uma resposta a altura: aprovará a presidentA e seu governo com um índice altíssimo, algo estupendo (estupendo não tem nada a ver com estúpido?).</p>
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		<title>Consuma com moderação</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 06:41:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>domrs</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem me conhece sabe que moderação não é exatamente uma qualidade minha. Em tudo sou, como diz a música do Cazuza &#8220;exagerado&#8221;. E isso que passei a vida toda ouvindo os conselhos de meu pai: &#8220;tudo o que é demais faz mal&#8221;. Bem que o velho tentou, mas não adiantou, prevaleceu essa minha tendência ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quem me conhece sabe que moderação não é exatamente uma qualidade minha. Em tudo sou, como diz a música do Cazuza &#8220;exagerado&#8221;. E isso que passei a vida toda ouvindo os conselhos de meu pai: &#8220;tudo o que é demais faz mal&#8221;. Bem que o velho tentou, mas não adiantou, prevaleceu essa minha tendência ao exagero.</p>
<p style="text-align: justify;">Não, pelo título, se você não me conhece, talvez esteja achando que sou dado a tomar umas que outras a mais, na verdade, não fosse por uma taça de vinho uma vez que outra, eu poderia até ser taxado de abstêmio. Não bebo principalmente porque a saúde não comporta o (mau)hábito.</p>
<p style="text-align: justify;">Usei a frase para ironizar a propaganda que se faz do álcool nesse país de faz de conta. Faz de conta que a sociedade se importa com a vitimização provocada pelo álcool: acidentes de trânsito, violência urbana (doméstica), crimes e outros males. Tudo isso se resolve com uma frase: &#8220;Consuma (imperativo afirmatico) com moderação&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Usei a frase também para relatar um outro mau hábito que tenho: assistir televisão demais. Talvez seja difícil definir esse meu demais, se você está pensando em 10 horas por dia, eu estou pensando em muito menos, de 10 minutos a uma hora. Sinceramente, dada a qualidade da nossa televisão, eu diria que trinta segundos já pode ser considerado um exagero.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro que em 1993, ocasião de minha primeira viagem para a Europa, entre as várias coisas que me causaram estranheza estava justamente isso: a programação da televisão. Países como Inglaterra, Itália, França, Alemanha, Bélgica, etc,  não tinham estações de televisão comerciais como as nossas; a maioria, senão todas, eram estatais.</p>
<p style="text-align: justify;">Passados tantos anos, quase vinte, é que eu consegui entender que, aquilo que me parecia um mal naquela época, era fruto de alguns milhares de anos de evolução e de aprendizado; não só nessa área, mas em tudo, o tempo é o mestre dos mestres. E a civilização européia é milenar, portanto sábia: televisão comercial é um mal por si só e não funciona.</p>
<p style="text-align: justify;">Como suportar essa nossa programação combinada com os comerciais? O resultado é um verdadeiro massacre, não há nem como definir o que se vê nessa autêntica máquina de tortura que é a televisão. Comerciais estúpidos, falsos, enganosos (e talvez os piores sejam os governamentais, quando você se sente um otário porque recebe uma mentira paga com dinheiro do seu próprio bolso &#8211; aliás, que vale para qualquer comercial, porque quem é que paga os comerceiais senão o (otário do) consumidor?) que se intercalam numa programação de última, de péssima qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Por tudo isso talvez o título desse post esteja mais uma vez exagerado. Consuma? Não, não consuma coisa nenhuma que tenha sua origem na televisão.</p>
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		<title>Um pouco de mim bailará ao vento&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 06:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>domrs</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Loucuras E são dois. Nenhum são. Sem um são, Dois não sãos Insanos dois São eu e tu. Sê eu, louco Sê tu, louca Se sou louco E tu também Nós o somos Loucos somos Somos dois. copyright 2006 &#8211; Ronaldo Souza]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-family: trebuchet ms;">Loucuras<br />
</span></strong><span style="font-family: trebuchet ms;">E são dois.<br />
Nenhum são.<br />
Sem um são,<br />
Dois não sãos<br />
Insanos dois<br />
São eu e tu.</p>
<p>Sê eu, louco<br />
Sê tu, louca<br />
Se sou louco<br />
E tu também<br />
Nós o somos<br />
Loucos somos<br />
Somos dois.<br />
copyright 2006 &#8211; Ronaldo Souza </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Só os idiotas são eternos</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 08:35:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>domrs</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Morreu  Amy Winehouse. Perdemos todos, o mundo perde um pouco do seu encanto. Não acredito que fosse uma unanimidade, sempre há os que não gostam, isso não importa. Ainda não se sabe a &#8220;causa mortis&#8221;, embora fosse &#8211; pelo que sempre se disse &#8211; uma morte esperada pelo tipo de vida da artista. Vida de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Morreu  Amy Winehouse. Perdemos todos, o mundo perde um pouco do seu encanto. Não acredito que fosse uma unanimidade, sempre há os que não gostam, isso não importa. Ainda não se sabe a &#8220;causa mortis&#8221;, embora fosse &#8211; pelo que sempre se disse &#8211; uma morte esperada pelo tipo de vida da artista.</p>
<p style="text-align: justify;">Vida de artista, expressão que já carrega um sentido de, pelo menos, algo exótico, fora dos padrões da normalidade &#8211; não fora isso se trataria de uma qualquer, ou de mais uma anônima no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo assim não há como se pretender uma justiça no mundo, o ser gênio pesa quase como uma pena de morte, a conquista da imortalidade pelo legado, no caso, pela sua voz cheia de personalidade que continuará a ecoar pelo mundo; só os idiotas, os banais, são eternos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Datas</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 06:44:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>domrs</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sou diferente da maioria, tenho problemas em recordar datas de eventos importantes que ficaram marcados na vida nessa nossa forma de contar o tempo. E isso é uma forma de defesa, quando digo que faço parte da maioria ou que o número de eventos importantes é considerávelmente grande. Certo é que muitos tem uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não sou diferente da maioria, tenho problemas em recordar datas de eventos importantes que ficaram marcados na vida nessa nossa forma de contar o tempo. E isso é uma forma de defesa, quando digo que faço parte da maioria ou que o número de eventos importantes é considerávelmente grande.</p>
<p style="text-align: justify;">Certo é que muitos tem uma memória invejável ou uma organização idem, não deixando passar nenhuma data, até as menos relevantes. Talvez esse seja um dos motivos que me levaram a eleger o 14 de julho como o dia do meu casamento. Além de atender a outros requisitos é uma data emblemática, um símbolo da luta pela liberdade do povo francês: a queda da Bastilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, pela 33ª vez eu presto essa pequena homenagem a minha mulher, que tem sido uma companheira fiel nessa jornada, uma caminhada que não tem sido fácil, principalmente para ela, eis que sou uma pessoa de difícil convívio, genioso e cheio de manias. Ainda assim, talvez porque ela goste desse velho, continuamos trilhando juntos o caminho da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Rosa, te amo tanto que uma só vida é pouco pra demonstrar todo o meu amor. Que, em Sua suprema bondade, Deus nos abençoe e prolongue os nossos anos e que eu possa estar sempre ao teu lado por toda a eternidade. Um grande beijo.</p>
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