Diz a conhecida Oração da Sabedoria:
“Deus me dê serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas e sabedoria para reconhecer a diferença. God grant me the serenity to accept the things I cannot change; courage to change the things I can; and wisdom to know the difference. (The Serenity Prayer - Reinhold Niebuhr).”
Pois bem, segundo essa oração, está me faltando tudo: serenidade para aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que eu poderia mudar e - principalmente! - sabedoria para reconhecer a diferença.
Ouvi a Ministra Chefe da Casa Civil do Governo Federal, mãe Dilma, justificar o projeto das propinas oficiais a serem pagas aos funcionários públicos que se empenharem para que as obras político-eleitoreiras do PAC fiquem prontas antes da campanha de 2010.
Dito assim, tudo bem. Para quem pensa - e poucos pensam nesse país - a frase é um achincalhe com o governo e com o povo. A ministra reconhece várias coisas: que o funcionalismo federal é mau pago; que é ineficiente; corrupto e que o governo não está minimamente interessado em prestar um serviço público de qualidade, mas na eleição de 2010.
O primarismo filosófico de mãe Dilma faz juz ao do seu chefe - para quem a saúde no país é quase perfeita. Mãe Dilma deve concordar, agora mesmo, vejo ambulâncias aéreas e todo um aparato governamental colocado a sua disposição para o seu tratamento, coisa que qualquer comum do povo sabe que tem a sua disposição quando procura as unidades do SUS.
E eu fico falando nessas coisas. Eu já deveria tê-las aceitado serenamente. Coisa de quem é pouco inteligente.