Fuga Impossível

Fugi de Porto (ou Forno?) Alegre, busquei refúgio no litoral, em Pinhal/RS. Uma carona da casa da irmã, Lili e do cunhado César. Imaginei que lá encontraria um clima ameno promovido pelo ar do mar. Ledo engano! Nos meus dez ou doze anos de veranista em Pinhal nunca senti calor igual. A massa de ar quente que cobre Porto Alegre se estende além do que eu imaginava. E Pinhal também está embaixo desse imenso cobertor. Um ou dois graus centígrados a menos, agravados pela sensação de lagartixa provocada pela maresia, que adere na pele e deixa o corpo pegajoso. Não há banho que resolva, é questão de minutos para o grude voltar.

Sobrou calor humano na casa de praia também. Nada extraordinário provindo de pessoas tão incríveis como César e Lili. E não é questão de querer puxar a brasa para o meu assado. Alguns dos melhores momentos da minha vida desfrutei na companhia dos dois e das duas filhas lindas. Gente iluminada e abençoada por Deus. Conversamos, rimos, matamos uma saudade que já começa a crescer pela falta deles.

Voltei para o calor de Porto Alegre. Choveu forte aqui, me dizem. As marcas aqui e acolá confirmam a enxurrada. O calor diminuiu, mas permanece o abafamento. Nada de novo no front. Continuo a contar os dias para a volta da temperatura mais amena, aguardando a chegada do outono, do inverno. Minha mulher discorda, exaltando as qualidade do verão e eu contra-ataco dizendo: “se calor fosse bom, o inferno seria gelado”.

Forno Alegre

Nas discussões sobre as mudanças no clima não há unanimidade. Uns falam em aquecimento global enquanto tem gente morrendo de frio na Ásia. Eu não sei nada de clima, só sei de pele, ou de sensação na pele e, a julgar pelo que sinto de calor no verão em Forno Alegre ou Porto Alegre, com antes era chamada, só sei dizer que a coisa anda insuportável. Acho que o clima perdeu a sua característica nas regiões antes ditas temperadas ou alguém anda abusando do tempero. Passamos a viver nos extremos: seca demais, chuva demais, frio demais, calor demais, vida de menos.

Não há nenhuma dúvida de que a nossa qualidade de vida caiu. Mais aqui no Brasil, onde não se tem infraestrutura, que foi expertamente substituída pelos petralhas por propaganda. Na propaganda vai tudo de bem a melhor. Na propaganda a saúde é “quase perfeita”, assim como quase perfeitas são a nossa segurança, as nossas estradas, o nosso ensino, enfim, tudo vai de bom a melhor. Na realidade a coisa é outra, gente morrendo nas filas dos hospitais, 50 mil homicídios por ano, 40 mil mortos nas estradas, alunos saindo do primeiro grau sem saber ler.

Pior de tudo, assim como o clima, pouco ou nada há a fazer. Brigar contra o clima é batalha perdida; contra um povo que se deixa enganar pela propaganda bonitinha, que compra os sepulcros caiados vendido pelo governo, também. Resta se refugiar no ar condicionado, para quem pode, ou no ventilador, para quem não pode. Isso enquanto não vem o apagão na terra dos apagões impossíveis de mãe(drasta) Dilma.

A Fala do Coronel

Um coronel da Brigada Militar/RS deu entrevista ao Jornal Zero Hora de Porto Alegre se manifestando sobre a situação em que se encontra a Segurança Pública em Porto Alegre. Dentre várias ponderações o Coronel defende a necessidade da mudança da legislação garantista que protege os autores dos mais variados crimes. Não há como trabalhar – afirma ele – quando o judiciário sempre desfaz o trabalho policial: um mesmo traficante é preso e sistematicamente solto dezenas de vezes.

O assunto não me causa impacto e nem me soa como novidade. Fruto de uma constituição emanada no pós-revolução, e cujo teor visava prioritariamente garantir o cidadão contra os demandos da manus-militari, a segurança pública praticamente acabou em 1988. Embora as autoridades policiais ainda trabalhem “enxugando gelo”, a criminalidade tomou conta do país – basta analisar qualquer estatística sobre os índices de criminalidade anteriores e posteriores a 1988 – quando os homicídos, por exemplo, cresceram 1000%.

De lá para cá só se ouve a tese esfarrapada de que o crime é um problema social. Mas nenhum desses socialistas criminais consegue explicar porque só o Brasil lidera o ranking dos países líderes em criminalidade. Que eu saiba não somos exclusivos quanto aos problemas sociais, mas sim pela forma pífia e ineficaz com que combatemos a criminalidade. Criminalizar as vítimas e inocentar os crimininosos é o que esse pessoal tem feito no decorrer desse tempo. Direitos humanos para os humanos direitos, é isso que está faltando no país.

Os “mais”

Leio que o Conselho Federal de Medicina irá rever protocolo para as cirurgias plásticas. A decisão vem depois da morte da Jornalista Lanusse Martin, vitimada por erro médico cometido em uma cirurgia de lipoaspiração. A decisão, embora tardia, deve ser comemorada, espera-se que ela diminua muito o número de mortes nesse tipo de intervenção. Só lamento que se precise do corporativismo da imprensa para que, diante da justa pressão, o Conselho Federal de Medicina se pronunciasse. Como sempre digo: nesse país temos uma descarada “mais valia humana”: uns são mais cidadãos, mais gente do que os outros.

Algo semelhante já havia ocorrido quando da morte do jornalista Tim Lopes no Rio de Janeiro. Naquela ocasião a imprensa pressionou as autoridades tanto no sentido da condenação dos autores, quanto da celeridade do processo. O que se pode dizer quanto ao justiçamento das outras milhares de vítimas da onda de violência no país? Normalmente só servem para que os órgãos da imprensa recheiem o noticiário e estampem manchetes escandalosas. Existe a denûncia, mas inexiste a pressão.

Tudo isso me faz lembrar as operações padrões, quando profissionais das mais variadas categorias resolvem seguir o manual como forma de pressão para as suas reivindicações salariais. Ou seja, pressiona-se fazendo aquilo que sempre deveria ser feito. A lógica mais primária nos diz que o procedimento normal é sempre mal feito. O mesmo se pode dizer da imprensa baseado nos casos citados: quando jornalistas são vitimados, os colegas passam a trabalhar como sempre deveriam fazê-lo.

E essa não é infelizmente uma característica exclusiva da imprensa. Não é por outro motivo, só para citar outro exemplo, que a maioria dos casos que envolvem policiais são solucionados pelos seus colegas. É de se lamentar esse proceder, não há justificativa para só fazer bem feito quando se trata de defender um dos seus. Todos são cidadãos, todos pagam impostos, todos merecem o melhor.

Drops

Continuo achando notável a capacidade do nosso querido apedeuta de servir a dois senhores, mais do que isso: de servir a tantos senhores quantos precisos for. Aplaudido no inútil Fórum Social Mundial – onde da boca de um “sábio” organizador ouvi a pérola de que “a nossa tese quase venceu no ano passado, quando o capitalismo esteve em vias de acabar”. Mal sabe esse “sábio”, que defende a caridade com o chapéu dos outros, com bolsas famílias, merendas e outros mimos, e que só são possíveis porque tem um bando de “malditos capitalistas” trabalhando e gerando receita para encher a burra do governo. Depois do fórum o presidente iria para Davos receber mais um prêmio – onde certamente seria aplaudido também (o pretérito imperfeito é porque eu soube que a viagem foi cancelada pois o presidente passou mal).

Os imbecis que o aplaudem parecem não notar a impropriedade da conduta: não há como concordar com as teses imbecis do Fórum Social Mundial e com as dos Fórum dos Capitalistas de Davos, que são antagônicas, ou seja, defendem pontos de vista diametralmente opostos. A explicação de que “vou a Davos para criticar os países ricos” é uma deslavada asneira. Quisesse protestar, simplesmente não iria a Davos, daria uma declaração recusando o prêmio imerecido pelas teses que diz defender, e merecido pela prática das teses capitalistas que aplica na prática – e que bem o digam os satisfeitos banqueiros nacionais!

E todos os outros imbecis da platéia nacional parecem achar que tudo isso está certo e não há a mínima contradição. Ao menos não escuto vozes, nem leio nada discordante dessa nossa tão sábia imprensa nacional.

Leio que a imprensa está ocupada com outros assuntos, comovida com a morte de uma colega, jornalista de Brasília, e mais uma das centenas de vítimas das chamadas lipoesculturas dessa febre de valorização da forma do corpo. E esse é mais um dos nossos problemas: muito cuidado com corpo e pouco com a cabeça; belos corpos em cabeças ocas. Se o fato é triste, triste é também reconhecer que a imprensa fica mais corporativa e atenta quando isso acontece com um dos seus. E as outras vítimas? Não merecem o mesmo destaque nas manchetes?

O mesmo cuidado deveria ser dispensado pelo nosso presidente as vítimas das chuvas ocorridas em território nacional. Se é triste o ocorrido com o Haiti, manda o bom senso que não esqueçamos das nossas vítimas, que também sofrem como os haitianos. O apedeuta fala muito no Haiti e não abre a boca para falar dos nossos problemas – que devem estar todos resolvidos na sua ingênua cabeça ou que mira objetivos não claramente manifestados? Ele diz pleitear um nobel da Paz para a missionária brasileira recentemente vitimada no Haiti. Um prêmio pós-mortem? Eu sei bem para quem ele está pleiteando esse prêmio…

Num passado distante…

Nossa noção de tempo perdeu o sentido da exatidão, o tempo não é mais uma grandeza absoluta, mas relativa. Pode parecer que para tudo o tempo passa de forma igual, mas a nossa percepção desmente essa verdade matemática. O tempo na nova era da informática, para dar um exemplo, passa (ou se tem a impressão de que passa!) numa velocidade ao menos duas vezes mais rápida do que o tempo “comum dos mortais”. Falar-se num período de dez anos em relação a internet representa falar em um século do tempo de antigamente.

Experimente perguntar para qualquer um dos novos internautas o que é linguagem Cobol, ou o que é D.O.S., só para dar dois exemplos. É quase certo que essa pessoa não fará a menor idéia do que se trata. Tudo isso pela velocidade com que as coisas são atualizadas nesse mundo da era digital. Isso faz com que as pessoas só consigam ver num horizonte próximo, num período de tempo que não ultrapassa a meia dúzia de anos.

A velocidade com que a tecnologia avança é muito maior para um dado mesmo espaço de tempo. Isso faz com que a nossa percepção relativize o que é absoluto. Caminhamos para a época da instanteneidade, das megavelocidades. Há pouco troquei o meu computador, exigindo um mais rápido, ou seja, não consigo mais ficar esperando por “longos segundos” para que a máquina processe um aplicativo ou carregue uma imagem, um vídeo, um filme.

E pensar que num passado não tão distante as coisas só estavam na era do jato!

Mais dos menos

Esse amontoado de ditadorezinhos mequetrefes que se instalaram na américa do sul costumam abrir a boca para falar bobagens. Funciona, pois dirigem a palavra para as mesmas populações despreparadas que os colocaram no poder, ou seja, toscos falando para toscos. O tosco da vez foi o índio produtor de coca da Bolívia, Evo Morales, que criticou a ajuda norteamericana no Haiti. Certamente ele deve estar fazendo coisa bem melhor para os haitianos do que os ianques.

Já cansou essa coisa de antinorteamericanismo, essa idéia preconcebida que julga que tudo o que é feito pelos ianques visa o mal. Isso é coisa de comunista de meia tijela que não enxerga a sujeira nos próprios pés. Essa gente costuma fechar os olhos para todos os desmandos cometidos pela camarilha comunista. Não abrem a boca para criticar a violação dos direitos humanos em Cuba ou na China, mas estão sempre vendo pelo em casca de ovo quando se trata de norteamericanos.

O malfadado Bush já se foi, agora os ares são outros com Obama. Agindo da forma como agem só nos levam a pensar que bem no fundo Bush tinha lá as suas razões quando os classificava como membros do eixo do mal.

Num março de 2006…

Escritos num passado não tão distante de março de 2006:

WEDNESDAY, 29 MARCH 2006
Caiu mais um incompetente
Embora todos os elogios de todos mercados – que têm sobradas razões para elogiá-lo, tamanho foi o lucro que ele proporcionou a bancos e investidores -, eu o qualifico como incompetente. Não me interessa a avalição do “mercado”, estou pouco me lixando para esse ente, que, no mais das vezes, representa a elite que oprime toda a nação.

Este, assim como os outros que o sucederam, não conseguiu impulsionar o país, não gerou empregos, não retirou, não resgatou ninguém da miséria, ao contrário, só jogou muita gente da classe média na miséria. É o tipo de gente que não melhora a vida de ninguém e só piora a vida de muitos. Administrou para a elite, endividou o país, pagou juros escorchantes aos bancos e a essa meia dúzia que domina todo o país. Quer saber? Já vai tarde sr. palocci!
posted by: domrs at 13:33 | link | comments |

SATURDAY, 18 MARCH 2006
Saudades…
Saudades daquelas nossas noitadas de longos papos, de olhares profundos, dos beijos suaves, de pernas entreveradas, de mãos aqui e lá, dos vinhos tintos, encorpados… Saudades da tua cuca boa, do teu sorriso branco, franco e lindo, do teu corpo de menina. Saudade da nossa pretensão de curar o mundo, de abraçar a todos, de sermos amigos da humanidade, de plantar mil árvores, de escrever mil contos. Saudades, tantas saudades…
posted by: domrs at 23:20 | link | comments |

SUNDAY, 12 MARCH 2006
Escrever para dar um gás
Já com um melhor ânimo, escrevo para dizer que já recarreguei meu gás, estou a mil novamente. Acho que este período “down” faz parte da nossa vida, são dias em que a gente dá uma caida, mas sabe que é preciso “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”, como diz a esperta letra da música.

Nem gostaria e nem vou entrar no mérito da fossa passada; só vou dizer que o que muda é o meu ânimo, os problemas do nosso país continuam os mesmos, de vento em popa. Fazer o quê? Talvez valha aquela outra sabedoria de aceitar o que não pode ser mudado.
posted by: domrs at 23:20 | link | comments |

A diversidade do pensamento único

O tal de Fórum Social Mundial – aquele que leva do nada ao lugar nenhum – voltou a empestear o Rio Grande do Sul. Reconhecidos como defensores da democracia do pensamento único, irônicamente seus organizadores o definem como múltiplo e plural – existe plural de um só, caras pálidas?

Durante as suas várias edições o fórum só discutiu os velhos e ultrapassados chavões comunistas de sempre. Pior! Usando descaradamente verbas do estado, dinheiro dos impostos de muitos, de uma grande maioria que não concordamos de forma nenhuma com isso – no melhor estilo dos comunistas sanguessugas que nada produzem  e usam a “sociedade de consumo” para combate-la.

Adoram falar em liberdade, mas se apressam a prestigiar ditadores nos quatro cantos do mundo e se calam – convenientemente – quando ficam sabendo dos excessos cometidos por eles. Falam em não beligerância e apóiam o ditador do Irã, aquele imbecil que ameaça varrer Israel do mapa tão logo possua um bomba atômica. Falam em diversidade e não aceitam pontos de vista divergentes dos seus. Por onde passam só deixam lixo e nada mais. Ninguém sabe para que existem, não possuem objetivos realizáveis, não produzem nada prático, não mudam mundo em parte alguma, são, enfim, um bando de inúteis oportunistas.

O estado ficaria muito melhor sem as suas desimportantes presenças, frutos que são de uma época triste na história do Rio Grande, quando os petralhas governaram nosso Estado. Gente (?)  que por aqui só semeou divisões, discórdia, conflitos e empesteou a mente das nossas crianças na educação do estado. Foram, e foram tarde! Espero que para o nosso bem eles nunca mais consigam galgar cargos no governo do Estado. Ter de conviver com gente dessa estirpe estraga o estômago de qualquer um.

A grande maioria dos nossos moradores ainda lembra – sem saudade – do tempo em que só causaram males ao estado.  Para esse fórum chinfrim eu digo: -Vão embora e nunca mais voltem!

Causas e Consequências

Volta e meia estamos diante do dilema: o que veio primeiro? Um exame sobre causas e consequências. O que veio primeiro: o ovo ou a galinha? Esse é certamente o mais tradicional e popular enigma. Mas é possível levantar milhares de outros: o corrupto gera o corruptor ou são os corruptores que geram os corruptos? Temos maus políticos porque não sabemos votar ou são os maus políticos que não educam o povo para votar? E não preciso continuar, certamente há milhares de dúvidas sobre causas e consequências.

Não vou fazer um estudo sobre o assunto, pretendo me ater a um aspecto: a nossa mídia é ruim porque o nosso povo é pouco alfabetizado ou o povo é pouco alfabetizado porque a mídia não ajuda a educar o povo? Todos sabem – muito embora ninguém entenda com muita certeza – que os nossos meios de comunicação (jornais, revistas, rádios, televisões, etc) são concessões do serviço público. É mais ou menos isso: a comunicação é um serviço público que é delegado a particulares mediante certas condições. Um tipo de parceria público-privada.

Eu digo que os meios de comunicação não são nem um pouco públicos, não visam o bem comum, mas tendem a visar única e exclusivamente o lucro. É tolice imaginar uma independência editorial de alguém que depende do mercado para sobreviver. Por mais que o álcool possa ser um fator de conflitos entre as pessoas, causa de graves acidentes de trânsito, fator desagregador das famílias, corruptor de menores, nenhum meio de comunicação abre mão do bom dinheiro que rendem os comerciais. Mas com a “grave ameaça”: BEBA com moderação, ou de qualquer jeito, mas BEBA.

Há que se destacar também a péssima qualidade dos nossos meios de comunicação, dos programas oferecidos ao povo. É para atender a demanda, o gosto popular. Ou seja, como a população não tem educação suficiente para distinguir o bom da porcaria, vamos administrar porcaria mesmo que é o que o povo gosta. Depois é muito mais fácil vender para quem não tem educação, ou é tão mais fácil de enganar quanto mais tosco for o espírito do alvo. Nessa mesma linha situa-se o dilema dos maus políticos: povo deseducado vota mal, escolhe mal. Educar o povo significa eliminar os maus políticos. Qual mau político vai querer educar o povo?

E esse dilema é tão mais grave quanto menos educado o povo for. Querer que um sistema democrático baseado no voto de cada um funcione com uma maioria estúpida e deseducada é quimera. Dizem que a democracia é o menos pior dos sistemas políticos. Concordo. E isso só é admitido porque sempre há a esperança de que o povo aprenda com o passar do tempo. No caso brasileiro já se vão mais de quinhentos anos e continuamos na mesma. Mas, amanhã, quem sabe?

De uma forma ou outra é triste constatar que a imprensa faz o jogo dos poderosos, dos interesseiros, dos aproveitadores, dos demagogos. Quando não é por interesse financeiro é pela péssima formação dos nossos jornalistas, classe que, aliás, luta por uma regulamentação que só tenderia a piorar as coisas, na medida em que criaria uma reserva de mercado para uma maioria de profissionais totalmente despreparados.