Nada de novo, só um assunto que tem sido mantido “por debaixo dos panos” há muito tempo: a pedofilia praticada por padres católicos. Eu entendo mas não aceito a defesa da Igreja, numa doutrina baseada no perdão e na indulgência, pode parecer lógico que se deixe para lá esses “deslizes” praticados por religiosos, mas como aceitar a destruição, o aniquilamento de um amadurecimento sexual saudável de tantas crianças, de tantos meninos?
A necessidade de um mea culpa é imediato, é urgente. A política até então adotada (transferência dos padres tarados de uma paróquia para a outra não faz o menor sentido) é criminosa e de nada adianta falar em “perseguição” se os fatos são verdadeiros e trágicos.
Quando eu vejo alguma autoridade eclesiástica falando sinto no orador a presença incômoda de quem quer levar ao pé da letra os ensinamentos cristãos (“Por que vês o cisco no olho do teu irmão e não enxergas a trave no teu?”, ou o “Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”).
Bom, eu tenho os meus pecados e atiro a primeira pedra em nome de não pecar pela omissão: isso não é desculpa para se omitir e continuar desgraçando a vida de milhares (milhões?) de jovens mundo afora.
Claro sempre há uma alternativa, radical, mas mesmo assim uma alternativa. Não querem permitir o matrimônio dos padres católicos? Tudo bem, façam como os “castrati”, se não vai ter uso mesmo, cortem fora!