Sou um cético quanto ao futuro do nosso país. Talvez, por dever de justiça, devesse dizer que meu ceticismo transcende barreiras territoriais e se estende a toda a raça humana. Nada de novo, nada de mágico, nada de profético, mas a simples constatação do óbvio: somos por demais imperfeitos para que se tenha outra visão mais otimista. Não temos futuro, temos um presente que nos encaminha dia-a-dia para a destruição, para a extinção. Quando as coisas se referem ao nosso país, essa visão não é diferente, ao contrário, é pior.
Alguns fatos ocorridos nos último dias servem de exemplo e corroboram o que eu digo. Primeiro essa descoberta da ligação do Senador Demóstenes Torres com um chefão do chamado jogo do bicho. Não que isso se constitua em grande novidade, todos sabem que a nossa classe política se constitui na sua grande maioria de desqualificados, de meliantes de terno e gravata. Mas sempre há as exceções, alguns poucos que nos permitem ter uma réstia de esperança. Um desses era o referido senador. Ex promotor de justiça, sempre foi tido como exemplo de retidão e um dos poucos bastiões da moral na política. E agora? O que nos resta? Acreditar em quem?
Justificando o título desse artigo, o STF decidiu que somente o bafômetro e o exame clínico (exame de sangue) se constituem em prova válida de que qualquer motorista se encontra alcoolizado. Qualquer um sabe a verdadeira tragédia provocada por motoristas alcoolizados no nosso transito. Mais um prova de que a justiça brasileira trabalha em prol dos criminosos, dos infratores, e que o restante da população é vítima da iníqua e inócua legislação penal brasileira. Como entender que sábios juristas decidam dessa forma em favor dos infratores?
Finalmente, nossa Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovou a chamada Lei Geral da Copa do Mundo de Futebol (outra excrescência desnecessária num país tão carente). Na prática, o principal: proteger a indústria do álcool, droga legal sabidamente responsável por milhares de vitimas no país e no mundo, nossos representantes mais uma vez marcam um “gol contra” ao liberar o consumo delas nos estádios de futebol.
Viva a inteligência brasileira!