A igreja e a pedofilia

Nada de novo, só um assunto que tem sido mantido “por debaixo dos panos” há muito tempo: a pedofilia praticada por padres católicos. Eu entendo mas não aceito a defesa da Igreja, numa doutrina baseada no perdão e na indulgência, pode parecer lógico que se deixe para lá esses “deslizes” praticados por religiosos, mas como aceitar a destruição, o aniquilamento de um amadurecimento sexual saudável de tantas crianças, de tantos meninos?

A necessidade de um mea culpa é imediato, é urgente. A política até então adotada (transferência dos padres tarados de uma paróquia para a outra não faz o menor sentido) é criminosa e de nada adianta falar em “perseguição” se os fatos são verdadeiros e trágicos.

Quando eu vejo alguma autoridade eclesiástica falando sinto no orador a presença incômoda de quem quer levar ao pé da letra os ensinamentos cristãos (“Por que vês o cisco no olho do teu irmão e não enxergas a trave no teu?”, ou o “Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”).

Bom, eu tenho os meus pecados e atiro a primeira pedra em nome de não pecar pela omissão: isso não é desculpa para se omitir e continuar desgraçando a vida de milhares (milhões?) de jovens mundo afora.

Claro sempre há uma alternativa, radical, mas mesmo assim uma alternativa. Não querem permitir o matrimônio dos padres católicos? Tudo bem, façam como os “castrati”, se não vai ter uso mesmo, cortem fora!

A Filosofia do Atraso

Os exemplos são tantos e tão cabais que nem mereceriam uma análise, mas, para esse tipo de gente, sempre se faz necessário que se “jogue na cara” as evidências que insistem em negar. Os neocomunistas insistem na filosofia do atraso, mesmo que tudo e todos conspirem contra as suas vãs filosofias. Se insere entre eles essa coisa chamada CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – e suas Campanhas da Fraternidade, que quase sempre, partindo de premissas erradas, levam do nada ao lugar nenhum.

Abraçando teses bobas e mantras sem sentido, como esse da globalização, o que é mesmo globalização?, a estrovenga dos bispos católicos ataca o agronegócio e o sistema capitalista, certamente visando defender os inúteis do MST, organização que parte da falácia de que o pequeno agricultor é um sem terra, ou que os seus sectários – que são tudo, menos agricultores, se confundem com aqueles. Na sua imensa maioria os chamados sem terra não passam de inúteis, não sem terra, mas sem nenhuma ocupação, parasitas que vivem a custa daqueles que produzem alguma coisa.

Durante décadas a turma do Marx se valeu de modelos falsos, como o cubano, mantido a peso de ouro pelos russos até que o paraíso sucumbiu junto com a idéia do estado totalitária marxista. Hoje a ilha se tornou paraíso do turismo internacional, vivendo a custa de quem tem dinheiro – ou são os pobres que mantém a ditadura castrista nos dias atuais? Quem sabe devemos falar sobre as históricas marcas nas olimpíadas das mulheres machos alemãs orientais, fábricas de atletas que visavam exaltar as “maravilhas do marxismo”?

Podemos também falar dos males que a globalização impôs a China. Certamente os chineses de hoje ainda sonham com os dias gloriosos de Mao. Mas tudo isso é pouco para esse tipo de gente. Nada é capaz de convencê-los de que não há saída além do trabalho, que deve ser lucrativo para que renda receitas para o estado, para que gere novas oportunidades de emprego para as futuras gerações. Fazer proseletismo com o dinheiro da classe média – que mantém com o dinheiro dos impostos os famosos bolsas tudo é demagógico e fácil.

Taxar o capitalismo, diminuir o lucro do sistema financeiro é que são elas! Todos os que tomam o poder sempre tomam o caminho mais fácil: explorar a classe média, proteger os ricos e manter com esmolas uma base que vota nesses mesmos populistas de ocasião. Ou os que estão governando o país fizeram algo diferente disso?

O elefante (ou a aliá?) e o carnaval

A figura de um elefante numa loja de cristal sempre foi usada como forma de representar coisas incompatíveis, coisas que não se deve misturar. Nada mais incompatível ou mistura exótica do que Madonna, carnaval e mãe Dilma juntas numa mesma cena: a diva do Rock na Sapucaí ladeada por mãe Dilma. O que não se faz para aparecer? Vale até colocar abacaxi na cabeça – medida que talvez pudesse tornar mais tragável a intragável figura de Dilma, com aquela sua cara de Chuck, a boneca assassina.

Mas, finalmente, o carnaval passou – mais alegórico do que nunca, como se pode ver. Noto que a festa vai perdendo pouco a pouco o que resta de brincadeira sadia, transformando-se numa imensa e descontrolada orgia regada a muito álcool e preservativos. Como sempre, depois vamos condenar a imagem que se faz lá fora do nosso país, acusando aqueles que nos batizam como local preferido para o turismo sexual. Taí os nossos fios dentais e carnavais a nos fazerem a devida justiça.

E não posso escrever mais, senão acabo perdendo o Big Brother Brasil…

Fuga Impossível

Fugi de Porto (ou Forno?) Alegre, busquei refúgio no litoral, em Pinhal/RS. Uma carona da casa da irmã, Lili e do cunhado César. Imaginei que lá encontraria um clima ameno promovido pelo ar do mar. Ledo engano! Nos meus dez ou doze anos de veranista em Pinhal nunca senti calor igual. A massa de ar quente que cobre Porto Alegre se estende além do que eu imaginava. E Pinhal também está embaixo desse imenso cobertor. Um ou dois graus centígrados a menos, agravados pela sensação de lagartixa provocada pela maresia, que adere na pele e deixa o corpo pegajoso. Não há banho que resolva, é questão de minutos para o grude voltar.

Sobrou calor humano na casa de praia também. Nada extraordinário provindo de pessoas tão incríveis como César e Lili. E não é questão de querer puxar a brasa para o meu assado. Alguns dos melhores momentos da minha vida desfrutei na companhia dos dois e das duas filhas lindas. Gente iluminada e abençoada por Deus. Conversamos, rimos, matamos uma saudade que já começa a crescer pela falta deles.

Voltei para o calor de Porto Alegre. Choveu forte aqui, me dizem. As marcas aqui e acolá confirmam a enxurrada. O calor diminuiu, mas permanece o abafamento. Nada de novo no front. Continuo a contar os dias para a volta da temperatura mais amena, aguardando a chegada do outono, do inverno. Minha mulher discorda, exaltando as qualidade do verão e eu contra-ataco dizendo: “se calor fosse bom, o inferno seria gelado”.

Forno Alegre

Nas discussões sobre as mudanças no clima não há unanimidade. Uns falam em aquecimento global enquanto tem gente morrendo de frio na Ásia. Eu não sei nada de clima, só sei de pele, ou de sensação na pele e, a julgar pelo que sinto de calor no verão em Forno Alegre ou Porto Alegre, com antes era chamada, só sei dizer que a coisa anda insuportável. Acho que o clima perdeu a sua característica nas regiões antes ditas temperadas ou alguém anda abusando do tempero. Passamos a viver nos extremos: seca demais, chuva demais, frio demais, calor demais, vida de menos.

Não há nenhuma dúvida de que a nossa qualidade de vida caiu. Mais aqui no Brasil, onde não se tem infraestrutura, que foi expertamente substituída pelos petralhas por propaganda. Na propaganda vai tudo de bem a melhor. Na propaganda a saúde é “quase perfeita”, assim como quase perfeitas são a nossa segurança, as nossas estradas, o nosso ensino, enfim, tudo vai de bom a melhor. Na realidade a coisa é outra, gente morrendo nas filas dos hospitais, 50 mil homicídios por ano, 40 mil mortos nas estradas, alunos saindo do primeiro grau sem saber ler.

Pior de tudo, assim como o clima, pouco ou nada há a fazer. Brigar contra o clima é batalha perdida; contra um povo que se deixa enganar pela propaganda bonitinha, que compra os sepulcros caiados vendido pelo governo, também. Resta se refugiar no ar condicionado, para quem pode, ou no ventilador, para quem não pode. Isso enquanto não vem o apagão na terra dos apagões impossíveis de mãe(drasta) Dilma.

A Fala do Coronel

Um coronel da Brigada Militar/RS deu entrevista ao Jornal Zero Hora de Porto Alegre se manifestando sobre a situação em que se encontra a Segurança Pública em Porto Alegre. Dentre várias ponderações o Coronel defende a necessidade da mudança da legislação garantista que protege os autores dos mais variados crimes. Não há como trabalhar – afirma ele – quando o judiciário sempre desfaz o trabalho policial: um mesmo traficante é preso e sistematicamente solto dezenas de vezes.

O assunto não me causa impacto e nem me soa como novidade. Fruto de uma constituição emanada no pós-revolução, e cujo teor visava prioritariamente garantir o cidadão contra os demandos da manus-militari, a segurança pública praticamente acabou em 1988. Embora as autoridades policiais ainda trabalhem “enxugando gelo”, a criminalidade tomou conta do país – basta analisar qualquer estatística sobre os índices de criminalidade anteriores e posteriores a 1988 – quando os homicídos, por exemplo, cresceram 1000%.

De lá para cá só se ouve a tese esfarrapada de que o crime é um problema social. Mas nenhum desses socialistas criminais consegue explicar porque só o Brasil lidera o ranking dos países líderes em criminalidade. Que eu saiba não somos exclusivos quanto aos problemas sociais, mas sim pela forma pífia e ineficaz com que combatemos a criminalidade. Criminalizar as vítimas e inocentar os crimininosos é o que esse pessoal tem feito no decorrer desse tempo. Direitos humanos para os humanos direitos, é isso que está faltando no país.

Os “mais”

Leio que o Conselho Federal de Medicina irá rever protocolo para as cirurgias plásticas. A decisão vem depois da morte da Jornalista Lanusse Martin, vitimada por erro médico cometido em uma cirurgia de lipoaspiração. A decisão, embora tardia, deve ser comemorada, espera-se que ela diminua muito o número de mortes nesse tipo de intervenção. Só lamento que se precise do corporativismo da imprensa para que, diante da justa pressão, o Conselho Federal de Medicina se pronunciasse. Como sempre digo: nesse país temos uma descarada “mais valia humana”: uns são mais cidadãos, mais gente do que os outros.

Algo semelhante já havia ocorrido quando da morte do jornalista Tim Lopes no Rio de Janeiro. Naquela ocasião a imprensa pressionou as autoridades tanto no sentido da condenação dos autores, quanto da celeridade do processo. O que se pode dizer quanto ao justiçamento das outras milhares de vítimas da onda de violência no país? Normalmente só servem para que os órgãos da imprensa recheiem o noticiário e estampem manchetes escandalosas. Existe a denûncia, mas inexiste a pressão.

Tudo isso me faz lembrar as operações padrões, quando profissionais das mais variadas categorias resolvem seguir o manual como forma de pressão para as suas reivindicações salariais. Ou seja, pressiona-se fazendo aquilo que sempre deveria ser feito. A lógica mais primária nos diz que o procedimento normal é sempre mal feito. O mesmo se pode dizer da imprensa baseado nos casos citados: quando jornalistas são vitimados, os colegas passam a trabalhar como sempre deveriam fazê-lo.

E essa não é infelizmente uma característica exclusiva da imprensa. Não é por outro motivo, só para citar outro exemplo, que a maioria dos casos que envolvem policiais são solucionados pelos seus colegas. É de se lamentar esse proceder, não há justificativa para só fazer bem feito quando se trata de defender um dos seus. Todos são cidadãos, todos pagam impostos, todos merecem o melhor.

Drops

Continuo achando notável a capacidade do nosso querido apedeuta de servir a dois senhores, mais do que isso: de servir a tantos senhores quantos precisos for. Aplaudido no inútil Fórum Social Mundial – onde da boca de um “sábio” organizador ouvi a pérola de que “a nossa tese quase venceu no ano passado, quando o capitalismo esteve em vias de acabar”. Mal sabe esse “sábio”, que defende a caridade com o chapéu dos outros, com bolsas famílias, merendas e outros mimos, e que só são possíveis porque tem um bando de “malditos capitalistas” trabalhando e gerando receita para encher a burra do governo. Depois do fórum o presidente iria para Davos receber mais um prêmio – onde certamente seria aplaudido também (o pretérito imperfeito é porque eu soube que a viagem foi cancelada pois o presidente passou mal).

Os imbecis que o aplaudem parecem não notar a impropriedade da conduta: não há como concordar com as teses imbecis do Fórum Social Mundial e com as dos Fórum dos Capitalistas de Davos, que são antagônicas, ou seja, defendem pontos de vista diametralmente opostos. A explicação de que “vou a Davos para criticar os países ricos” é uma deslavada asneira. Quisesse protestar, simplesmente não iria a Davos, daria uma declaração recusando o prêmio imerecido pelas teses que diz defender, e merecido pela prática das teses capitalistas que aplica na prática – e que bem o digam os satisfeitos banqueiros nacionais!

E todos os outros imbecis da platéia nacional parecem achar que tudo isso está certo e não há a mínima contradição. Ao menos não escuto vozes, nem leio nada discordante dessa nossa tão sábia imprensa nacional.

Leio que a imprensa está ocupada com outros assuntos, comovida com a morte de uma colega, jornalista de Brasília, e mais uma das centenas de vítimas das chamadas lipoesculturas dessa febre de valorização da forma do corpo. E esse é mais um dos nossos problemas: muito cuidado com corpo e pouco com a cabeça; belos corpos em cabeças ocas. Se o fato é triste, triste é também reconhecer que a imprensa fica mais corporativa e atenta quando isso acontece com um dos seus. E as outras vítimas? Não merecem o mesmo destaque nas manchetes?

O mesmo cuidado deveria ser dispensado pelo nosso presidente as vítimas das chuvas ocorridas em território nacional. Se é triste o ocorrido com o Haiti, manda o bom senso que não esqueçamos das nossas vítimas, que também sofrem como os haitianos. O apedeuta fala muito no Haiti e não abre a boca para falar dos nossos problemas – que devem estar todos resolvidos na sua ingênua cabeça ou que mira objetivos não claramente manifestados? Ele diz pleitear um nobel da Paz para a missionária brasileira recentemente vitimada no Haiti. Um prêmio pós-mortem? Eu sei bem para quem ele está pleiteando esse prêmio…

Num passado distante…

Nossa noção de tempo perdeu o sentido da exatidão, o tempo não é mais uma grandeza absoluta, mas relativa. Pode parecer que para tudo o tempo passa de forma igual, mas a nossa percepção desmente essa verdade matemática. O tempo na nova era da informática, para dar um exemplo, passa (ou se tem a impressão de que passa!) numa velocidade ao menos duas vezes mais rápida do que o tempo “comum dos mortais”. Falar-se num período de dez anos em relação a internet representa falar em um século do tempo de antigamente.

Experimente perguntar para qualquer um dos novos internautas o que é linguagem Cobol, ou o que é D.O.S., só para dar dois exemplos. É quase certo que essa pessoa não fará a menor idéia do que se trata. Tudo isso pela velocidade com que as coisas são atualizadas nesse mundo da era digital. Isso faz com que as pessoas só consigam ver num horizonte próximo, num período de tempo que não ultrapassa a meia dúzia de anos.

A velocidade com que a tecnologia avança é muito maior para um dado mesmo espaço de tempo. Isso faz com que a nossa percepção relativize o que é absoluto. Caminhamos para a época da instanteneidade, das megavelocidades. Há pouco troquei o meu computador, exigindo um mais rápido, ou seja, não consigo mais ficar esperando por “longos segundos” para que a máquina processe um aplicativo ou carregue uma imagem, um vídeo, um filme.

E pensar que num passado não tão distante as coisas só estavam na era do jato!

Mais dos menos

Esse amontoado de ditadorezinhos mequetrefes que se instalaram na américa do sul costumam abrir a boca para falar bobagens. Funciona, pois dirigem a palavra para as mesmas populações despreparadas que os colocaram no poder, ou seja, toscos falando para toscos. O tosco da vez foi o índio produtor de coca da Bolívia, Evo Morales, que criticou a ajuda norteamericana no Haiti. Certamente ele deve estar fazendo coisa bem melhor para os haitianos do que os ianques.

Já cansou essa coisa de antinorteamericanismo, essa idéia preconcebida que julga que tudo o que é feito pelos ianques visa o mal. Isso é coisa de comunista de meia tijela que não enxerga a sujeira nos próprios pés. Essa gente costuma fechar os olhos para todos os desmandos cometidos pela camarilha comunista. Não abrem a boca para criticar a violação dos direitos humanos em Cuba ou na China, mas estão sempre vendo pelo em casca de ovo quando se trata de norteamericanos.

O malfadado Bush já se foi, agora os ares são outros com Obama. Agindo da forma como agem só nos levam a pensar que bem no fundo Bush tinha lá as suas razões quando os classificava como membros do eixo do mal.