Eu sei, todos sabem, o verdadeira espírito do natal reside no coração de cada um. A festa, do modo que se apresenta atualmente, está longe desse espírito, eis que não passa de (mais) uma data comercial completamente dissociado do seu verdadeiro significado. Inserida nessa socidedade de consumo ela não escaparia, como nada escapa ao comércio, ao consumismo. É mais um dos tantos “dias do”, onde menos importa celebrar a data e mais impulsionar as vendas. As mensagens bonitinhas só servem para iludir o povo, fazendo crer que há ideais nobres e ocultar o verdadeiro sentido da festa: aumentar o faturamento, o lucro.
A propaganda (um dos males do século – do milênio? ) atinge seu objetivo, como sempre. Algo que consegue transformar bancos em instituições de caridade e governos ineptos e incapazes em grandes administrações é capaz de qualquer alquimia que se possa imaginar. Somos todos levados de roldão por ela e, como sempre, demonstramos o nosso amor em “suaves prestações mensais”. Não sou o herói da resistência, me incluo entre os que se deixam levar pela verdadeira tsunami apelativa que se instala nessa época. Não chego a cometer desatinos, mas me uno a corrente.
Confesso que sempre sobre um resquício de consciência que me acusa de ceder ao apelo mercantilista da festa. Poderia procurar atenuantes para o meu comportamento, não o farei, é melhor assumir essa como mais uma das minhas fraquezas. Ao final resta pouco, quase nada. Acabo por não fazer nada que possa ser digno de louvor ou crédito (e sei que muitos o fazem), nem que seja para minimamente compensar e comemorar o verdadeiro espírito do natal que, assim psts nun nada significa, além de mais uma data no calendário.